Acontece-me sempre quando venho de viagem.
Há alguma tristeza por deixar o local e a felicidade por regressar, mas por outro lado uma certa estranheza: a nossa rua está igual, mas o trânsito parece diferente, a cidade anda noutro ritmo, o dinheiro também é outro e todos falam a nossa língua.
Demora uma diazito a voltar ao normal.
11 comments:
Tudo seria melhor se tivesses trazido uma camisola do Chapuisat quando jogava no Grashopers. Já estavas recuperada.
Tem piada, acontece-me o mesmo... Veja lá é se essa microdepressão não a leva a enterrar-se em chocolate, hã? Deixe lá uma barrita ou, quiçá, um quadradinho que seja para o seu amigo, ok?!
Siga, amiga linda!!!
Tomorrow is another day! Allez...
E quando se dá um encontrão acidental na rua, pede-se desculpa ainda na outra língua.
Viajo muito pouco.
Eu estranhava, e quando ia acampar também, era da quantidade de notícias novas que eu não tinha conhecimento durante uma semana...
acordenista: camisolas nem vê-las. Só umas t-shirts com vacas e os dizeres «kill heidi» e «hellvetic».
pim: pfiu, tenho ali uma super-barra de toblerone que já vai a mais de meio... mas amanhã de viagem outra vez!
e.a: é isso mesmo. «sorry» praqui e prali.
boni: essa sensação não tive, mas percebo. só estranhei aqui os blogs, pensei que ia ter muito que ler, mas nem por isso. Afinal foi só um fim-de-semana, embora tenha parecido mais.
no fundo gostava de lá ficar mais tempo a dar à máquina fotográfica, mas o meu limite até começar a ter saudades de casa são cinco dias, portanto fiquei mesmo à beirinha.
Comigo é a televisão: ligo e estão a falar português! Que esquisito!
Quando estagiei na Noruega, o regresso foi bastante doloroso. Na vinda fiz escala em Bruxelas. Enquanto esperava pelo avião, falava-se exclusivamente em português à minha volta. Ia desatando a chorar.
asterisco: televisão também, mas por testes dias só tive tempo para ligar a mtv. e até tinha rtp internacional, mas deixá-lo.
esdruxinho: é tão bom ouvir as pessoas falar a nossa língua e não ter que fazwer um esforço para pedir seja o que fôr, né?
beijos
Na verdade, não foi bem assim, inny (diminutivo de innocent :P)
Ia chorando de tristeza. Não queria deixar a Noruega. Não que quisesse ficar lá para sempre (tremo só de pensar nisso). Mas quando se fazem bons amigos, custa voltar. Ouvir os portugueses à minha volta simbolizou o término oficial do erasmus. É um sentimento estranho, porque apesar de, na altura, não querer deixar a Noruega, adoro o meu país. E agora que vou mudar-me para a Catalunya, estou prestes a experimentar o contrário. Vai ser fodido. Ó se vai.
ai, inny gosto. vais embora? ooooooooooooooooooohhhhhhhhhhhh
também percebo o que estás a dizer. qd se ouve tuga aquilo muda tudo. Mas vais aprender catalão, que é bué divertido!
Tenho saudades dessa sensação!
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