Thursday, 4 May 2006

Série: miúdas giras

Eva Longoria (eu sei, dispensava apresentação)

Murraça brutal

(foto do site oficial, Kevin Leas)

you're such an inspiration for ways that i will never ever choose to be (Judith)

Estava eu na Fnac tentando arranjar maneiras onde gastar dinheiro e sem ter de me esforçar muito - Pearl Jam estava na calha, ainda me ficaram na mão Sigur Ros (sim, pá, vou tentar), Soundgarden (mais uma cassete que sofre um upgrade com o Badmotorfinger), Depeche Mode e A Perfect Circle, quando andava à procura de Tool, que entretanto já toca. Encontrei o Mer de Noms, primeiro álbum dos Circle, a 10 euros. Não ouvia aquelas músicas desde 2000. Ainda na faculdade, ainda numa troca desenfreada de sons com colegas, ainda memórias do Napster e de ouvir o
3 Libras no trabalho às sete da manhã. Agora só toca isto no carro, entre o Judith e o 3 Libras, Tool, brutal, só no trabalho (perante o single, Vicarious, só apetece atirar os pés ao ar). É som brutal, que dá murros no estômago, que dá vontade de rebolar no chão, de sair a correr a dar beijos na boca a quem passa, de partir tudo à volta a sorrir e a gritar.

PS: Vale a pena ir ao site, nem que seja para ouvir a versão do Imagine do Lennon.

Mais tempo

A conselho de um amigo do caraças, comprei o calhamaço que está aqui ao lado, que contém os mil e um discos que eu tenho e vocês têm de ouvir antes de morrer. Uma especie de enciclopédia do bom gosto, com escolhas e críticas de jornalistas, nomeadamente, da Rolling Stone. Notei com um misto de espanto e orgulho que tenho 50 deles (sobretudo anos 90 e 2000) e já ouvi cerca de 70.

Só há uma conclusão possível: não posso morrer já, ainda me falta comprar e ouvir muito disco. Pra cima de 900.

Tuesday, 2 May 2006

Ah pois é!

Já cá cantaaaaaaaaaaaaaaaaaa e toca que se farta;
Assim de repente: World Wide Suicide; Parachutes (linda, Stone!!!); Gone, Come Back e Inside Job (brutal)

Podem vir. rápido.

Sunday, 30 April 2006

Sábado à noite

Dia de trabalho arrumado, voltarei para casa com a sombra do Vento do Zafón, que rodou por dois pares de mãos do meu exclusivíssimo rebanho e a colecção completa de O Padrinho, para ver e rever, extras de 187 minutos e tudo, que eu nestas coisas sou croma e até gosto de saber quantas moscas estavam no estúdio. Até casa oiço em repeat Dancing Shoes, dos Arctic Monkeys, «get on your dancing shoes, you sexy little swine», entretanto também devolvidos à dona. Chegando lá, é luzes no mínimo, amêndoas na mão, um café por ali perto e play.

Wednesday, 26 April 2006

Série: gajos cool

Engenheiro Sousa Veloso

Ó alegria!


Pearl Jam European Tour:

(...)
Sept 1 Barcelona, Spain (Badalona)
Sept 2** Vitoria, Spain (Azkena Rock Festival)
Sept 4 Lisbon, Portugal Atlantico Pavillion
Sept 5 Lisbon, Portugal Atlantico Pavillion
Sept 7 Madrid, Spain Arena

(...)

Os bilhetes vão estar à venda a partir das 10h00 do dia 29 de Abril, O preço varia entre os 28 e os 40 euros.

No meu mail...

Ben Harper and the Innocent Criminals will open two shows for the Red Hot Chili Peppers this summer in England! Concerts are scheduled in Reading at Madejski Stadium on July 3rd and in Sheffield at Don Valley Stadium on July 6th.

Tuesday, 25 April 2006

Rapaziada, vamos lá a Paris papar aquilo!


foto AFP, Javier Soriano

Fui ali mas já vim

Ele preocupou-se, foi bonito, estive na Madeira no fim de semana. Estou ainda a fazer uma desintoxicação de bolo do caco,
poncha,
espetada em pau de louro,
brisa maracujá,
lapas, cerveja coral e poucas horas de sono.
Já volto.

Tuesday, 18 April 2006

Já colei um recado na porta do frigorífico

«Por alguma razão sou mais apreciado em França do que na minha terra. As legendas devem ser incrivelmente boas.»

«Os dois maiores mitos sobre mim são que sou um intelectual, porque uso estes óculos, e que sou um artista, porque os meus filmes perdem dinheiro.»

O homem é um génio, nem que seja a mandar bitaites.

A partir de amanhã, Colecção DVD Woody Allen, no Público

Sunday, 16 April 2006

O feriadinho, pois

«O dia mais emocionante - além de um mês inteirinho no verão que metia banhos no Dão, claro - para se passar lá era o domingo de Páscoa. Todos se levantavam bem cedo, vestiam as melhores roupas e esperavam pela passagem do padre, casa a casa, com a imagem do menino Jesus para beijar. Nunca fui religiosa, mas este era um momento de grande frissom. Isso e ter a mesa posta com muita comida»

Escrevi isto em Setembro, sobre esta altura na minha terra. Se acaso estivesse lá, era assim que seria, suponho. Hoje lá vesti a minha camisa mais fashion, almocei com os pais e avós, dispensamos o Cristo em Lisboa. Não é bem a mesma coisa, mas serve muito bem.

Série: gajos cool


Ya estoy curado, anestesiado, ya me he olvidado de ti
Hoy me despido de tú ausencia, ya estoy en paz...
Ya no te espero, ya no te llamo, ya no me engano
Hoy te he borrado de mi paciencia
Hoy fui capaz...

Desde aquel día, en que te fuiste, yo no sabía que hacer de ti
Ya están domados mis sentimientos mejor así...
Hoy me he burlado de la tristeza
Hoy me he librado de tu recuerdo
Ya no te extrano ya me he arrancado ya estoy en paz...
Ya estoy curado, anestesiado ya me he olvidado
Ya estoy curado, anestesiado ya me he olvidado

[Te espero siempre mi amor cada hora, cada día
Te espero siempre mi amor cada minuto que yo viva
Te espero siempre mi amor
Sé que un día llegarás
Te espero siempre mi amor
( cada hora, cada día )
Te espero siempre mi amor
( cada minuto que yo viva )
Te espero siempre mi amor
(no me olvido y te quiero )
Te espero siempre mi amor
( Sé que un día llegarás )
Te espero siempre mi amor
( Sé que un día volverás ) ]

La Despedida, Manu Chao

Friday, 14 April 2006

Beatles (II)

A primeira vez que aqueles miudos ouviram Doors, porque o livro não trata só dos Beatles:

«O Stig disse que aquele LP era uma granada sem espoleta, tinha de se ter cinto de segurança e pára-quedas para seguir o trilho. Olhámos curiosos para a capa - The Doors. Pusémos o disco no prato e abrimos o volume no máximo. Então, algo aconteceu. (...) Depois ficámos cada um a seu canto, sangrando e gritando por ar. (...)
Apanhámos os cacos e sentámo-nos de novo em redor do altifalante. Éramos como peixes sob o pontão, com as guelras a bater. Na Igreja não havia um órgão daqueles. E aquela voz, aquela voz vinha de outro planeta. Jim Morrison.
«-Forte», disse Seb. Foi tudo o que conseguiu dizer. Estava deitado no chão, num charco de suor.»

Beatles, Lars Saabye Christensen, p291.

Dias cinzentos



Num dia cinzento, cinco sugestões de cinco músicas para ouvir de óculos escuros e tudo:

- Red Right Hand, Nick Cave (o maior!)
- Dia Luna, Dia Pena, Manu Chao (romântico também, pois)
- Whiter Shade of Pale, Procul Harum (nas listas todas...)
- Strangers in the night, Frank Sinatra (faz-me chorar nas versões ao vivo)
- Roses From my Friends, Ben Harper (faz vibrar os bancos do carro)

adenda:
- No Surprises, Radiohead

Thursday, 13 April 2006

Eu já não tinha muita vontade de me confessar, mas assim nem lá ponho os pés

É direitinha prás labaredas!

Vaticano: excesso de televisão, Internet e jornais é um "novo pecado"

PS: E pergunta um leitor do Público e bem: E ler o a Bíblia na internet?

A gente sabe que é férias...

quando às duas da tarde lá estão eles a entupir os acessos para a ponte com os seus atrelados dos barquinhos. Não sabemos quem são, mas temos a certeza que não são deputados, esses já foram ontem à tarde.

Sunday, 9 April 2006

Procura-se...

(foto ASF)

circo que queira albergar um guarda-redes. Tem experiência a trabalhar sem rede, de improviso e a fazer malabarismos com o coração dos outros.

Friday, 7 April 2006

Série: mulheres lindas


Ingrid Bergman

Futilidades

Ora o Xano, rapaz atento às estupidezes nos jornais e a tudo o que nos manieta, tropeçou num restaurante onde se paga ao tempo, não ao que se come. Por 20 minutos, paga-se 10 euros. Se se estiver mais tempo, paga-se mais.

As televisões pegaram no assunto e hoje nos telejornais das 13 foi vê-las publicitar aquilo como um coisa moderníssima, única não só lá no bairro onde fica o comedouro - com um buffet de qualidade superior (!) - como em todo o mundo. Por alguma razão deve ser único... Eis que entra em cena o robótico gerente: «De acordo com o nosso estudo de mercado, as pessoas demoram 15 minutos a comer, se eliminarmos os tempos fúteis à mesa. Nós ainda damos 5 minutos aos nossos clientes.» Obrigadinho, pá.

Todo o pagamento se processa através de um cartão que se vai carregando. O mais giro é que se uma pessoa não gastar o dinheiro todo, este não lhe é devolvido, tem de voltar lá para consumir o resto da guita, no bar ou na cafetaria.

Pois eu digo a este senhor, que o melhor da refeição é a futilidade à mesa. A conversa de chacha, o brincar com bolinhas de pão, o atirar dos pacotes de açucar, o deixar um bocado de vinho para beber depois do café. O pedir a conta quando se tem vontade. Acima disto tudo, mesmo que eu esteja muito caladinha a enfardar, não como em 20 minutos.

Podem meter a ideia, os estudos de mercado, os cartões recarregáveis e o buffet de qualidade superior num sítio que eu cá sei.

Wednesday, 5 April 2006

Beckenbauer?!

Pronto, pára tudo. Esqueçamos então que o sonho acabou e vejamos o novo anúncio da Adidas, que não fica nada atrás dos da Nike. Todos já fizemos isto de escolher equipas. Entrando no site, abre-se uma pop up e é clicar em «ver filme» e observar como o José e o amigo escolhem os tipos para a pelada.

Missão cumprida


Já todos viram, claro, o anúncio em que o Pierce Brosnan troca um diamante por seis Bohemias.

Aquilo tudo tem uma grande promoção e a ideia é boa, mas o que leva à excitação suprema e, caramba, a desejar aviar pelo menos duas cervejas é a voracidade e o prazer com que ele bebe aquilo de copo na mão.

Bom trabalho, rapaziada, bom trabalho, Bond.

Sunday, 2 April 2006

Vá, e agora a mexer com os Police

Who's that girl there?
I wonder what went wrong
So that she had to roam the streets
She dunt do major credit cards
I doubt she does receipts
It's all not quite legitimate

And what a scummy man
Just give him half a chance
I bet he'll rob you if he can
(...)
And I've seen him with girls of the night
And he told Roxanne to put on her red light
It’s all infected but he'll be alright
Cause he's a scumbag, don't you know

WHEN THE SUN GOES DOWN, Arctic Monkeys

Saturday, 1 April 2006

...Be sure to wear some flowers in your hair

não, pá, não falta ali Lisboa, é mesmo S. Francisco da Califórnia!
(Golden Gate Bridge, San Francisco, 2003, foto Stéphane GUILLET)

Pois é...


(obrigada pelo link aqui há atrasado, senador)

Os pequenos cantores (do subúrbio do subúrbio) de Sheffield

O que interessa aqui é atentar no namorico latente, na impossibilidade de ouvir isto com o volume sem ser alto, na linha de baixo, no sotaque e tudo e tudo:


Stop making the eyes at me, I'll stop making the eyes at you.
What it is that surprises me, is that I don't really want you to
And your shoulders are frozen (cold as the night)
Over you're an explosion (you're dynamite)
Your name isn't Rio, but I don't care for sand (espectacular referência aos Duran Duran)
And lighting the fuse might result in a bang

I bet that you look good on the dancefloor
I don't know if you're looking for romance or...
I don't know what you're looking for
Well, I bet that you look good on the dancefloor
Dancing to electro-pop like a robot from 1984
From 1984!

I wish you'd stop ignoring me, because you're sending me to despair
Without a sound you're calling me, and I don't think it's very fair
(...)
Oh, there ain't no love, no Montagues or Capulets
Are just banging tunes and DJ sets and...
Dirty dancefloors, and dreams of naughtiness!
(...)

I bet that you look good on the dancefloor, Arctic Monkeys

Friday, 31 March 2006

Série: gajos cool

Joaquín Phoenix

Joga bonito

Vocês já perceberam que eu gosto de futebol, além de gostar do Benfica.
E isso fica provado no link ali abaixo, onde Ronaldinho, Henry, Ronaldo, Ibrahimovic e, enfim, Rooney (erro de casting, hem?) mostram como é jogar bonito nos anúncios da Nike para o Mundial. Tudo com a preciosa benção de Eric Cantona.

En garde:

Joga Bonito

Addicted to

Tenho vícios.
Uma noitadas das boas em excelsa companhia revelou-me que o meu delírio por uma trip de wasabi está a torna-se grave. As doses são cada vez maiores para poder ter aquele rush na cana do nariz.

Saímos do trabalho para aviar um sushizinho e inciar um dos elementos da tríade no peixinho cru. «Isto é bom, afinal até se come», sakerinha de líchia pra cima e pra baixo, ora pega um nigiri, ora dá cá uma fatia de atum. Música no volume certo, aquele que permite conversar, e fala-se de tudo. Colegas, Euro-2004, cinema, moscas, Scarlett, livros, Japão. Como eu gosto, mais um vício.
Wasabi na soja, até mudar de cor, wasabi na língua. Aquilo sobe até ao nariz e faz chorar. Dá cá mais uma dose, cada vez maior.

A espelunca fecha, a malta curte fechar estabelecimentos. Ouve-se «onde é que vamos agora» e ali por Santos há sempre uma tasca à sua espera. Sai uma imperial e um whisky e descobre-se que um já foi o rei das pitas e espetou um prego num rádio para boicotar a rádio Cidade (brilhaaaante!), a outra era fera a Português e arruma os cds numa ordem maníaco-obsessiva e o outro teve um 20 a História e tinha amigas duvidosas. Tudo coisas que não se sabe no dia-a-dia, apenas numa mesa à luz de vela às quatro da manhã.

Quando é que vamos outra vez, ?

Wednesday, 29 March 2006

Beatles

É o que me preenche agora as noites. Gosto de descobrir assim escritores. Ouvi uma entrevista dele no Pessoal e Transmissível, na TSF, em que dizia que Strawberry Fields Forever e Pennylane são as melhores músicas de sempre. Representam o lado lunar e solar de cada um de nós. Concordo com a primeira. Entretanto, já me voaram 20 e tal euros para o ler. Passo a citar o site da editora Cavalo de Ferro : «Beatles» é uma história da geração de 60 que nos mostra quatro rapazes que vivem e festejam cada novo single dos Beatles com todo o envolvimento, tendo como pano de fundo o cenário político da época.
E é isto. Quatro amigos adolescentes, Kim, Gunnar, Seb e Ola, doidos por gira discos, futebol, ver revistas com gajas nuas, dizer palavrões e coleccionar símbolos das marcas de carros, amam os Beatles. Por isso cada um adopta o nome de um dos quatro. Entretanto ouvem Bob Dylan e pensam na guerra do Vietname. Só vou na página 50 (tem 550) e já estou a adorar.

Parabéns, ó Rui

(foto ASF)
Já aquaise que me esquecia...

Tenham lá paciência

(foto AP/Tomohiko Suzui)

Oiçam, rapaziada, eu há uns anos descobri que tenho batimentos cardíacos irregulares; fiz um teste de holter, uma cena em que tem que se andar com uma máquina à cintura e umas ventosas no peito durante um dia e revelou que tenho batimentos a mais, ou assim.
Não me incomoda nada, nadinha, na minha vida normal, mas quando me deparo com um jogo como o de ontem, fico preocupada. Quando acabou até estava cansada.
Por isso, ó Moretto, usa umas lindor reforçadas em Barcelona e não me dês cabo do juízo, tá?

Friday, 24 March 2006

Pesadelos cor de rosa

Não, não é a Catarina Furtado. E reparem que, para mim, ela é um verdadeiro pesadelo. Mas o que me traz aqui numa sexta-feira à noite é um programa que passa sem qualquer tipo de controle ou quem tenha mão naquilo - ó Penim?! -, que é aquilo a tertúlia cor-de-rosa, que habitualmente fecha o programa da Oprah, perdão, da Fátima.

O pior é que eles se levam mesmo a sério. Falam e recortam coisas que vêm escritas em revistas como se aquilo fosse mesmo relevante.
Exemplo: «Há que dar os parabéns à Flash, que foi quem deu primeiro - a Alexandra Lencastre e o Gamito estão, de facto, separados. Já tinha havido rumores, mas a notícia é mesmo verdadeira.» Diz a Maya, com ar sério e grave, como se acabasse de anunciar ao mundo o derramamento nuclear de Chernobyl. Depois todas as galinhas que estão à volta comentam, dão o seu bitaite e passam a assunto seguinte.

Eu tenho pena das pessoas que não têm o poder do telecomando na mão. Que estão entrevadas e têm que gramar com aquilo sem poder fazer nada. Mais ainda de quem está prali a vomitar barbaridades como se aquilo interessasse a mais alguém tirando os próprios. Ok, eu não estava entrevada enquanto estava a ver isto, mas estava de boca aberta a pensar em como vai a vida.

Já está

Na Fnac:
Havia uma caixa a 25 euros (arredondemos) e uma edição digipack a 18, ou assim. Abeirei-me de um funcionário e perguntei:
-Ó faxavor, qual é a diferença entre um e outro?
- Hum...

Abrimos o da caixa e:

-Tem um autocolante...
- Ah, vale mesmo a diferença de preço de sete euros!
- Uma tablatura... ah, e tem mais um cd, com seis músicas.
-Nesse caso...

Pronto, já sabem qual trouxe, não é?

Wednesday, 22 March 2006

A modos que o óbvio

Ele e ele já se insurgiram contra o nome do Rock in Rio, mas deixem-me ir um pouco mais à frente e lembrar-vos que isto aqui onde a gente mora também não é o Rio...
A partir daí , podem chamar Rock ou Pop ou Salsa, que isto é tudo uma treta.

Untitled

Joan Miró, Libélula de alas rojas persiguiendo a una serpiente que se desliza en espiral hacia la estrella cometa.1951. Museo del Prado
O post não tem título, porque perante o deste quadro, não me atrevo a fazer nenhum. Está no Prado e no meu quarto. Salve.

Tuesday, 21 March 2006

Mãezinha...

Cartaz do Super Bock Super Rock

25 de Maio
Within Temptation, Korn e Moonspell

26 de Maio (ó que pena, coincide com o primeiro dia do Rock in Rio)
Tool, Placebo, Deftones, Alice in Chains

7 de Junho (socorroooooooo)
Franz Ferdinand, Keane, dEUS e Editors

8 de Junho (yeah...)
Boss AC, Patrice e Pharrell Williams

Bilhetes a 38, 5o e 80 euros.

Sunday, 19 March 2006

Serei normal?

Quantos de vocês sabem que os Europe são suecos, pá?
Estive ontem num jantar com umas 15 pessoas e ninguem sabia!!
Sou eu que não sou normal?
Digam a verdade!!!


PS: É que houve quem me dissesse que eram alemães, hem? como? ou americanos? porque raio é que uns americanos haveriam de se querer chamar Europe, hein?

Saturday, 18 March 2006

Countdown

Reparei ontem que a música The final Countdown, dos Europe, faz este ano 20 anos.

Sim, é de 1986.

Eu cantava aquilo na terceira classe e uma vez a professora apanhou-me porque toda a gente resolveu calar-se ao mesmo tempo na sala de aula durante o desenho de tema livre.

Eu achava o Joey Tempest - que tem agora 43 anos - o maior e o cabelo mais cool deste mundo, apesar de pensar que aquela musica Carrie era uma grande banhada.

Eu sabia de cor o teledisco, e que a sigla de televisão da suécia é STV e que aquilo tinha foguetes no fim.

Aquilo tem 20 anos.

Eu estou deprimida. Mas passa.

Friday, 17 March 2006

Actores secundários

Agora que o Philipp Seymour Hoffman parece ter passado para o outro lado, ou seja, é bem provável que agora tenha mais papéis principais, eu recordo aqui o meu actor secundário favorito, o senhor Michael Wincott. Já foi o conde de Rochefort frente a Mosqueteiros, o grande mauzão quando o Gerard Depardieu descobre a América ao som do Vangelis, um chato no caminho do Robin dos Bosques, mas também já foi o produtor do Doors. Fez mais uma série de filmes que nem me lembra, sempre de psicopata ou pior, mas o que fica e marca qualquer cena, é o vozeirão do man.
Outro bacano que muito me apraz é o Patrick Warburton: foi namorado da Elaine no Seinfeld (o Puddy) e agora entra numa das séries que vejo no People & Arts, A Promovida, fazendo lá de chefe, ou o que o que é. Nunca se ri, é uma espécie de Bruno Nogueira deles.

Thursday, 16 March 2006

Not a problem

(Mikey, Jerry, Parker)

Não sei há quanto tempo, mas a Sic Radical ressuscitou o Parker Lewis (can't lose).
É claro que a escolha dele para camisas é condenável, mas lembro que isto é de 1990/91. Eu tinha 13 ou 14 anos e também usei, nessa altura, camisa e roupa em geral de gosto duvidoso.
E eu sempre preferi o Mikey, pelo ar rockeiro, e tal. Gravava no sky one, depois as miúdas vinham a minha casa ver.
Sincronize swatches!
Saravá

Receita para o sucesso

É-se um bacano com estilo,
pega-se no «move on up» do Curtis Mayfield e tira-se um sample,
faz-se um teledisco todo bacana a puxar aos 70's
e ainda se dá de borla a Pamela Anderson.
Eis, Kanye West, ou Kanyevel.

O video de Touch the Sky anda por aí à solta.

Wednesday, 15 March 2006

A magia disto a internet

é que a miuda sonha, lança a escada e a obra nasce.
Assim, o maior, the one and only, Asterisco, terá bombar, nas próximas horas, o Superstition, pedido por moi, com direito a explicação e tudo.

Toca a abanar o corpinho!

Tuesday, 14 March 2006

Evidências

Ontem, ao ver no VH1 o top 5 dos vídeos do Stevie Wonder [Superstition é uma das melhores músicas de sempre], concluí que o Stevie tem melhor gosto a escolher óculos escuros que o Elton John.

Agora já acredito

Sabemos que o Inverno já passou quando:

  • A tartaruga Joana já come os camarõezinhos, o que quer dizer que acabou a hibernação;
  • Eu faço um sumo de frutas em vez de um chá

(a Joana, aqui na sua ginástica diária a esticar a carapaça)

Sunday, 12 March 2006

Série: gajos cool

Dr. Spock, from Vulcan

esqueçam, esqueçam, esqueçam

tudo de bom que vos disse acerca dos bilhetes de cinema do Monumental. Sexta feira fui repôr a minha falha e ver o Crash (já lá vamos) e qual não foi o meu espanto quando dou de caras com aqueles talõezinhos ridículos. O que a modos que aplacou a minha ira foi o facto de a moça me ter vendido um bilhete de cartão jovem (4.50) em vez do normal (5.20). Já ajudou a pagar o parque.

Sala quase cheia - afinal eu e o Pim não fomos os únicos a não ver o filme - e vamos lá ao Crash. Eu tenho um problema: quando uma coisa tem demasiada expectativa, acaba por não correr totalmente bem (excepto os Pearl Jam no Restelo, vá). Assim, percebo o Oscar e tudo de bom que se tenha dito e escrito, está bem filmado, bem interpretado - especialmente o Don Cheadle e o Terrence Howard e a Thandie Newton - mas eu acho que já vi aquilo tudo antes, no 21 Gramas, no Magnolia, e no pai deles todos, o Pulp Fiction.

Thursday, 9 March 2006

Descanso, e tal

Malta:
aqui a vossa amiga tirou uns dias de férias, mas andará por aqui, a ver as modas.

Wednesday, 8 March 2006

Liverpool-Benfica, 0-2 (final)

Numa palavra: quem vier, morre.

Liverpool-Benfica, 0-2

Miccoli, baril, grandaaaaaaaaaaaa passe de Beto. Eu não estou em mim.

Liverpool-Benfica, 0-1 (intervalo)

O Simão já fez a parte dele, já pode lá ficar hoje.

Psicologia invertida

Let me take you down, 'cos I'm going to Strawberry Fields
Nothing is real, and nothing to get hungabout
Strawberry Fields forever

Living is easy with eyes closed, misunderstanding all you see
It's getting hard to be someone but it all works out, it doesn't matter much to me
Let me take you down, 'cos I'm going to Strawberry Fields
Nothing is real, and nothing to get hungabout
Strawberry Fields forever

No one I think is in my tree, I mean it must be high or low
That is you can't you know tune in but it's all right, that is I think it's not too bad
Let me take you down, 'cos I'm going to Strawberry Fields
Nothing is real, and nothing to get hungabout
Strawberry Fields forever

Always, no sometimes, think it's me, but you know I know when it's a dream
I think I know I mean a "Yes" but it's all wrong, that is I think I disagree
Let me take you down, 'cos I'm going to Strawberry Fields
Nothing is real, and nothing to get hungabout
Strawberry Fields forever
Strawberry Fields forever
Strawberry Fields forever

in Magical Mistery Tour, The Beatles

Dizem que hoje é dia das fêmeas

por isso hoje fazes tu o jantar e eu levo a sobremesa.

(e nem sequer conversamos sobre este dia, sabias que até as árvores e os animaizinhos e as doenças têm dias?)

Obrigada, miúdo...

foto AP/ Tomohiko Suzui

Vá, pago-te um pacote de batatas fritas.

Tuesday, 7 March 2006

Então vá

Bom genérico, melhor ainda a abertura, onde não podia faltar o Billy Crystal. Jon Stewart na cama com o George Clooney é coisa que só visto. O apresentador continua num belo texto de abertura, gostei particularmente da piada do Dick Cheney ter dado um tiro na Bjork, quando esta estaria a experimentar um vestido de uma ave qualquer.

Excelente o clip sobre as coboiadas machas, que dantes é que era; Assustadora a Dolly Parton, que de tanto botox parece mais nova do que quando tinha 20 anos - de resto, todas as músicas nomeadas eram assustadoras.

Tenho pena por o Joaquin ter perdido o Oscar, bem entregue com o Philip Seymour Hoffman. Ganhou ela, também não é mau. Devia haver um prémio ex-aequo, caramba. Acertei filme, actor, actriz e realizador, só falhei no secundário (sorry, George...)


Boa inovação: agora há música ao longo de todo o discurso de agradecimento, que só sobe de tom quando é para mandar calar a pessoa;
Rachel Weisz, grávida e linda, Jennifer Garner a precisar ainda de uma tonificaçãozinha depois de ter parido em Dezembro. No entanto, segurou-se bem depois de ter tropeçado no vestido. Irrita-me a Keira Nightley.

O Clooney teve o melhor agradecimento, cheio de estilo e incisivo. A Marcha dos Pinguins continua a arrasar, tal como o Wallace e Gromit. Melhor momento foi protagonizado pela Meryl Streep e pela Lilly Tomlin na apresentação do Oscar para o Robert Altman.

Estive na dúvida até ao fim sobre o melhor filme. O Brokeback levou a banda sonora, mas falhou todos os prémios de interpretação; os filmes ganharam os argumentos e depois o Ang Lee a realização. Quando entrou o Jack Nicholson (dois minutos em palco do caraças), ele próprio estava surpreendido com o Crash e o facto de o realizador não ter coincidido com o filme.

Feitas as contas, aquilo foi tudo muito a correr, já não há noitadas como antigamente. Acabou às 4.30, não muito longe da minha habitual hora de deitar. Sem grandes momentos de emoção, mas parece que está encontrado o apresentador. (Só falta mudar os comentadores da TVI)

Monday, 6 March 2006

Sunday, 5 March 2006

Há filmes assim

Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain

Une fille normale prendrait le risque de l'appeller tout de suite. Elle lui donnerait rendez-vous à une terrasse pour lui rendre son album et en quelques minutes, elle saurait si ça vaut le coup de continuer à rêver ou non. Ca s'appelle se confronter à la réalité, mais ça justement, Amélie n'y tient pas du tout!

Saturday, 4 March 2006

Noite estrelada

MoMA, New York, Vincent van Gogh. (1853-1890). The Starry Night. Saint Rémy, June 1889. Oil on canvas, 29 x 36 1/4" (73.7 x 92.1 cm).

Gosto de museus, gosto de quadros. Gosto de estilos, gosto de pinceladas. Os círculos de tinta que vistos de perto parecem não significar nada. Faltou-me o ar quando vi os Girassóis do Van Gogh na National Gallery. E com este há-de ser o mesmo, um dia.

Friday, 3 March 2006

Regresso ao passado

E pronto. Hoje já cá tocaram os Brad, banda paralela de Stone Gossard, guitarrista dos Pearl Jam, que se juntou ao Shawn Smith, dono de um vozeirão, ao Regan Hagar e ao Jeremy Toback para fazer música, mais música. A capa do disco é espectacular, com uma sala estilo Grande Livro da Decoração, anos 70.

Este álbum acompanhou-me, em cassete, em muitas tardes de estudo e outras a jogar Príncipe da Pérsia e Wolfenstein 3D a matar nazis. Aaah, recordar é viver.

Thursday, 2 March 2006

Brokeback mountain

Muitos de vocês, sobretudo a Lisa e Pim, já disseram tudo
sobre um amor que só vive em pleno quando escondido na montanha.
De um amor que, mesmo assim, sobrevive a todas as
dificuldades e até a morte. De um amor que faz com que eu ache que é importante ter quem nos cheire as camisas.
Percebo e admiro a contenção do Ledger, o voluntarismo do Jake. Lindos, os dois.
E encanta-me que, numa semana, tenha conseguido ir três vezes ao cinema, com a qualidade sempre a aumentar - ok, o Munique fica a perder para este e para o Walk the line.

E agora só para o Pim: dos 5 euros mais bem gastos dos últimos tempos.

And the Oscar goes to...

Domingo à noite, pela uma da manhã, entra-nos em casa o Jon Stewart com mais uma edição dos Óscares. Vi dois dos nomeados (Brokeback e Munique) , mais alguns se contarmos com os actores. Mas isto das escolhas também depende das simpatias, por isso posso mesmo escolher alguém de um filme que não tenha visto. Cá ficam as apostas: a azul quem eu gostava que ganhasse, a vermelho quem acho que ganha. (há repetições, há)

Melhor filme:
Brokeback Mountain
Crash
Goodnight, and Good Luck
Munich
Capote

Melhor realizador:
Steven Spielberg - Munich
Ang Lee - Brokeback Mountain
Paul Haggis - Crash
Bennett Miller - Capote
George Clooney - Good Night, and Good Luck


Melhor actor:
Philip Seymour Hoffman - Capote
David Strathairn - Good Night, and Good Luck
Heath Ledger - Brokeback Mountain
Joaquin Phoenix - Walk the Line
Terrence Howard - Hustle and Flow



Melhor actriz:
Dame Judi Dench - Mrs Henderson Presents
Felicity Huffman - Transamerica
Charlize Theron - North Country
Reese Witherspoon - Walk the Line
Keira Knightley - Pride and Prejudice

Melhor actriz secundária:
Rachel Weisz - The Constant Gardener
Michelle Williams - Brokeback Mountain
Frances McDormand - North Country
Amy Adams - Junebug
Catherine Keener - Capote

Melhor actor secundário:
George Clooney - Syriana
Jake Gyllenhaal - Brokeback Mountain
Paul Giamatti - Cinderella Man
Matt Dillon - Crash
William Hurt - A History of Violence

Sunday, 26 February 2006

Piu

A dilecta claque do FC Porto, superdragões, veio a Lisboa com máscaras para proteger da gripe das aves. O que os meninos se esqueceram de dizer foi que também traziam o peru.

Saturday, 25 February 2006

Talão de cinema

Gosto de acumular papéis, de guardar lixo (dizes tu, mami), assumo. Tudo aquilo um dia poderá ter utilidade, até passarem uns anos e ir tudo fora. Duas das coisas que mais gosto são agendas e bilhetes de cinema. As primeiras porque até são giras (aquelas com reproduções de quadros da Taschen, boa?) e de vez em quando é engraçado folheá-las. Os segundos costumam estar guardados dentro delas, colados na semana em que lá fui.

Acontece que dantes os bilhetes de cinema era giros, até vir a Lusomundo e estragar tudo. Esta semana, confesso, fui a duas salas desses senhores, nas Amoreiras e no Oeiras Parque. Nessas salas da pipoca, o ingresso para o escuro não passa de um talão de máquina, impessoal, passageiro. Feio, em suma. Apetece-me dizer «isto não é bilhete nenhum, é só um bocado de papel que diz que eu lhe dei cinco euros - 4.5o às segundas-feiras - para entrar ali». Já nem apetece colar aquilo na agenda. Vejam lá isso.

Vai-se salvando o sítio onde gosto mais de ir, o Monumental, onde os bilhetes, esguios, ainda me dão mais vontade de entrar.

Façam as vossas apostas

Partindo da posta desta menina aqui, secundada por este menino, deixo já aqui o feeling de que a próxima novela da TVI se vai chamar «Cavalos de Corrida», com, sei lá, o Pedro Granger como protagonista.

Ou então outra cançonete dos UHF, tipo «Sou Benfica» ou «Águias de Fogo». Já é tempo de o Benfica ser protagonista de uma novela com guião, em vez de andar sempre aí a improvisar. Temas não faltam.

Série: mulheres lindas

Katharine Hepburn

Friday, 24 February 2006

E eu que fui feita estúpida comprar galochas...

(Foto AP/Antonio Callani)

Quer dizer, parece que é isto que a Daks Fashion propõe para o Outuno/Inverno de 2006/07.
É bom para saltar poças, e tal...

Memória

Bem sei que se diz que o saber não ocupa lugar. Mas estava outro dia a ver um teledisco dos REM e à medida que os músicos apareciam assaltou-me isto: será que o facto de eu saber os nomes dos elementos do grupo não me rouba espaço na memória para saber outras coisas, como fazer contas de cabeça rapidamente, ou os nomes dos ministros todos, ou assim?

Ontem perguntaram-me, na tanga, se eu sabia o nome do vocalista dos Led Zeppelin. Saí da sala em sinal de protesto, mas assaltou-me a mesma dúvida. Não só sei do vocalista como dos outros e o mesmo se aplica a Rolling Stones, Pearl Jam, Nirvana, Strokes, Depeche Mode e por aí fora. Para não falar daqueles em importam os vocalistas/guitarristas.

Se ouvir músicas de há dez anos ainda sei a letra de cor e na segunda audição já não me engano, mnas porque não é assim com outras coisas? Houve uma altura em que ditei para um gravador parte de uma matéria de Geografia, e depois ia ouvindo. Penso que não resultou, talvez por não saber cantar e a coisa perdeu-se, desisti. Deve ter tudo a ver com o prazer de saber, suponho. Ajudem lá.

Thursday, 23 February 2006

Wednesday, 22 February 2006

Spielberg a encarrilhar

E parece que o senhor Steven Spielberg decidiu finalmente fazer um filme que não puxa à lágrima fácil. E fez bem, com o Munich. O atentado durante os Jogos Olímpicos está diluído ao longo da história, o que permite nunca cortar a acção. Saímos de lá sem escolher lados, mas também sem soluções para quem procura pátria.

Só não sei ainda se aquilo das Torres Gémeas tem assim tanta importância, ou se, porra, é só porque nos anos 70 elas estavam lá. Nem me interessa. Muito bem a senhora que faz de Golda Meir, o menino Eric Bana e, claro, o querido Mathieu Kassovitz.

ésse-éle-bê, yesterday

Tão bonito,
tão fácil calar ingleses (embora sem músicas giras),
tanto frio para quê,
para quê o Beto, que deu cabo do olho a um rapaz,
porque é que o Benitez diz que viu o lance em «bídeo» e depois comeu com um golo assim,
porque é que não deu para fazer assim com o Guimarães?

Valeu a pena o compincha que passou o dia a ouvir Beatles para os cansar.

E agora vamos lá Barcelona para esta jornada ser gloriosa!

Tuesday, 21 February 2006

De propósito antes de vir aí o Liverpool...

Uhm, as coisas andam um pouco agitadas em
sua mente...
Acho que você apresenta um pequeno dom para
ser maluco.
Porém, tente ser discreto para não parecer
um babaca.

(babaca?!)

Tirado ao Acordeonista, está aqui

Monday, 20 February 2006

Perfeito

«-what's with the black clothes? looks like you're going to a funeral»

«-maybe i am...»


A música entranha-se, a Reese também. O Joaquin é fantástico, canta bem que se farta e é mais uma cicatriz para a minha colecção. Dei por mim a cantar o Ring of fire e a bater o pé no chão como os condenados da cadeia de Folsom. Tudo isto nas cadeiras de cabedal de uma sala vip das Amoreiras. Cheira-me a óscar, se os cowboys não ficarem com tudo.

Sunday, 19 February 2006

Falha grave

Olha que porra, porque é que não há sessões de cinema às duas da manhã, hem?

Saturday, 18 February 2006

Série: mulheres lindas

Rita Hayworth

Zapping vadio

Estava eu ontem a zappar entre o CSI e o Perdidos e antes da Vingadora, quando parei no meio, na virtude. Fiquei numa das Conversas Vadias, do Agostinho da Silva, na 2:, desta vez com o Miguel Esteves Cardoso. E fiquei maravilhada. Aquilo era mais do que uma conversa, era um despique de mesa de café: de um lado o Miguel a picar, do outro o Agostinho a defender-se. Sempre com classe.

«Como é que o meu amigo sabe que vamos morrer?»
«Sei, disso tenho a certeza», respondia o Miguel. Mas eis que o professor sacava de mais uma resposta rápida: «Aí deve aplicar-se o princípio de Heisenberg, que diz que o futuro é apenas algo de provável, não temos a certeza. Nós só temos a certeza da morte de quem já morreu, não da nossa!»

Falaram depois de cultura, dos alemães, de como o homem do povo é culto também, desde que saiba que há muita coisa que ignora.

«Não temos mais tempo professor»
«Não temos?», perguntou olhando para o lado, «é pena». E sorriu finalmente.

Pois é, é pena.

Thursday, 16 February 2006

Quatro músicas para o meu amigo Pim dar a sopa à Maria Rita

- Won't get fooled again, The Who (melhor grito a rasgar de sempre)
- Help, Beatles
- I will survive, Gloria Gaynor
- The Sound of silence, Simon and Garfunkel (melhor balada de sempre)

Wednesday, 15 February 2006

Série: miúdas giras


Linda Carter, Wonderwoman

Isto é que está a dar!

Um filho totó, uma filha nerd, um bebé que quer dominar o mundo, um cão inteligente, uma mãe ultracompreensiva com um pai pior que todos juntos para aturar. «Family Guy» está à solta na Sic Radical, para quem, como eu, não apanhou tudo na Fox.

Mais uma, mais uma!

- Tenho de adormecer sempre com música ou barulho, o silêncio não me deixa descansar. Ligo a apararelhagem e programo para se desligar daí a uma hora. Repito, se for preciso. Se estiver fora, num hotel, por exemplo, ligo a televisão e, no caso de não haver programador, deixo-a ligada e acordo depois de madrugada para desligar, nem é preciso abrir os olhos.

Porque isto bate todos os dias, por exemplo às duas da manhã com a Simone e o Milton Nascimento

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

Encontros e Despedidas, Milton Nascimento

Saturday, 11 February 2006

Mais hábitos esquisitos

- Leio o jornal de trás para a frente, talvez por ser canhota;

- Tenho de pedir a um homem que me abra as garrafas de rosca, nunca sei para que lado abrem, talvez pela mesma razão supra.

- Acho que a minha letra fica mais bonita quando escrevo com uma Bic preta, a melhor caneta do mundo

- Compro revistas femininas só pelo brinde

- Experimento sapatos de salto alto e não compro nenhuns

- Guardo lixo na porta do carro até começar a cair

- Adormeço sempre na mesma posição: de barriga para baixo e virada para o lado direito; se estiver acompanhada, viro costas rapidamente para me poder babar à vontade.

Friday, 10 February 2006

Pá, que horas são em Kuala Lumpur?

Scolari e a permanência na Selecção Nacional depois da Alemanha: «Tomara que sim»

Porra... tou doidinha que ele vá lá para a Inglaterra levar com os tablóides e lembrar-se de como era bem tratado por cá...