Tuesday, 31 January 2006
Adivinha parola
Dorme comigo na cama, debaixo da almofada, um aparelhinho muito útil.
É tão resistente que não lhe mudo as pilhas há anos, nunca mudei.
É prático e deve ter sido inventado por homens preguiçosos.
Porém, nos últimos tempos, tem falhado, o que me obriga a substituir a função que ele deveria ter e resolver a coisa à mão.
O que é, o que é?
Resposta: Estiveram perto. É o valoroso comando da minha aparelhagem Grundig M15, que tenho há dez anos. O leitor de cd não funciona, os deck's de cassetes também não, mas o rádio, graças ao equalizador de pop/disco/jazz/, ainda toca que é uma beleza. Obrigada por terem mandado tantos postais.
Dia 5 de Março logo se vê
Melhor filme:
Brokeback Mountain
Crash
Goodnight, and Good Luck
Munich
Capote
Melhor realizador:
Steven Spielberg - Munich
Ang Lee - Brokeback Mountain
Paul Haggis - Crash
Bennett Miller - Capote
George Clooney - Good Night, and Good Luck
Melhor actor:
Philip Seymour Hoffman - Capote
David Strathairn - Good Night, and Good Luck
Heath Ledger - Brokeback Mountain
Joaquin Phoenix - Walk the Line
Terrence Howard - Hustle and Flow
Melhor actriz:
Dame Judi Dench - Mrs Henderson Presents
Felicity Huffman - Transamerica
Charlize Theron - North Country
Reese Witherspoon - Walk the Line
Keira Knightley - Pride and Prejudice
Melhor actriz secundária:
Rachel Weisz - The Constant Gardener
Michelle Williams - Brokeback Mountain
Frances McDormand - North Country
Amy Adams - Junebug
Catherine Keener - Capote
Melhor actor secundário:
George Clooney - Syriana
Jake Gyllenhaal - Brokeback Mountain
Paul Giamatti - Cinderella Man
Matt Dillon - Crash
William Hurt - A History of Violence
Melhor argumento adaptado:
Brokeback Mountain
Capote
The Constant Gardener
A History of Violence
Munich
Melhor argumento original:
Crash
Good Night, and Good Luck
Match Point
The Squid and the Whale
Syriana
Monday, 30 January 2006
Friday, 27 January 2006
Notas soltas
(p165):
«Fermin deixou os bolos em cima da mesa e ofereceu-me uma ensaimada acabada de fazer. Declinei a oferta, não seria capaz de engolir nem uma aspirina».
É bom de ver que o rapaz não comeu porque passou por um mau bocado, se não seria impossível resistir.
Mas há mais, sobretudo conselhos sobre relações:
sobre a coscuvilhice (p.111):
«As pessoas para abrir o bico estão sempre prontas. O homem não vem do macaco, vem da galinha»
sobre as mulheres (p.117):
«Recordo-lhe que está a falar com um profissional da sedução e isso do beijo é para amadores e diletantes de pantufa. A mulher de verdade conquista-se pouco a pouco. É tudo uma questão de psicologia, como uma faena na praça. (...) O que acontece é que o homem aquece como uma lâmpada: ao rubro num ápice e frio outra vez num ai. A fêmea, porém, aquece como um ferro de engomar, está a perceber? Pouco a pouco, a fogo quente, mas quando aquece não há quem pare aquilo.
(...)
«Sou pragmático. A poesia mente, embora em bonito, e o que eu digo é mais verdade que pão com tomate. Já lá dizia um mestre: mostre-me um don Juan e eu mostro-lhe um mariconço disfarçado»
(p119): «Eu de miudas sei uma coisas. Digo isto porque, se um dia tiver qualquer consulta técnica a fazer, já sabe. Com toda a confiança, que eu para isso sou como um médico. Sem parvoeiras».
sobre uma velhota: (p138):
«As vizinhas têm-na dopada à base de baldes de brandy e quando a vi tinha caído inerme em torpor no sofá, onde ressonava como um varrasco e expelia umas bufas que perfuravam a tapeçaria».
Thursday, 26 January 2006
É já a seguir!
(Memórias de uma gueixa)
A minha querida Little Arsonist já tem falado deste filme, Memórias de uma gueixa. Ainda não li o livro, mas só hoje me deu verdadeiramente a pancada. Naquela foto ali em cima estão duas das meninas mais lindas que aí andam, ambas protagonistas de Tigre e o Dragão: Michelle Yeoh e Zhang Ziyi, além da Gong Li. A ver, rapidinho.
Tuesday, 24 January 2006
Coisas que odeio
-Fruta muito madura;
- Leitão (o molho sim);
- Bolachas digestivas;
- Programação de TV cheia de erros;
- Os dez minutos de trailas antes de começar um filme e publicidade em geral no cinema;
Game, Set, Match II
Lembro-me de ir ao cinema com os meus pais. De ver filmes em estrangeiro e talvez seja por isso que quando fui para a escola preparatória, dez aninhos acabados de fazer, já sabia falar inglês. O Dias da Rádio, do Woody Allen, é dos que melhor me lembro. Tão delicado, tão divertido.Mas entremos então no Match Point. Cumprindo a tradição, fui com a minha mãe. O Cine-Teatro do Monumental estava cheio, sobretudo de malta nova, tanto com curiosidade de ver mais um Allen, como para ver o desempenho da Scarlett, maravilhosa a rebolar no trigo quando está a chover. Eu só sabia que ela e o personagem do Rhys-Meyers tinham um caso e que ela era comprometida. Mais nada.
O filme começa e o primeiro plano é logo brilhante: uma bola que bate numa rede e fica suspensa do ar: não sabemos se cairá para o lado de lá, ou de cá, depende da sorte. E todos os acontecimentos do filme rodam à volta da sorte e do azar.
O protagonista vem de um meio pobre e cultiva-se, ouvido ópera e lendo clássicos. Curiosamente, lê o Crime e Castigo. A ascensão será rápida impressionante, mas sem esquemas por aí além. Quem leu, sabe que a história roda à volta de um homem, Raskolnikov, que comete um crime e depois vive atormentado por isso. Aqui, pensamos que vai ser assim também, mas a culpa é ultrapassável o castigo depende, mais uma vez, do azar ou da sorte.
Talvez por ser dia de estreia ou a malta fosse predisposta a rir-se, como é costume nos filmes do Allen, as reacções foram sendo bastante sonoras. Quando um casal visita uma casa e uma das paredes é toda de vidro com vista para o Tamisa, sente-se no ar um «que inveja, quem me dera!» Mais reacções de surpresa e admiração vão seguir-se ao longo do desenrolar da história. O climax surge no momento em que o protagonista leva a cabo a decisão que tomou para se livrar de um embróglio, ao som de uma intensa área de ópera. (É aqui o Otelo, Marujo?)
Às tantas até dá para esquecer que este filme é do Woody Allen. A única lembrança do estilo dos filmes de Nova Iorque é a referência a um casal que se juntou devido a ter «neuroses compatíveis», depois de se ter conhecido num acidente de trânsito.
No final, senti que a sala estava contente. Eu repetia para mim baixinho «tão bom, tão bom, que dez euros tão bem gastos» e só me apeteceu bater palmas, como se faz quando somos novos e um avião aterra em segurança. Pode ter havido quem tenha tido a mesma vontade, mas toda a gente se aguentou.
Agora vão ver, vá.
Eleições II
-O teu avô foi agora lá abaixo votar.Eu não fui, é a primeira vez que não vou, mas está muito frio e agora é muito longe.
A modos que mandei vir com ela:
- Então, avó? Não vais? Mas é importante a gente votar por causa do Cavaco! Mas pronto, se o avô foi já não é mau.
- Ai, não me digas isso. Ainda vou lá a tempo!
- Pronto, deixa lá, ainda te constipas.
Desligámos. Liguei hoje outra vez.
- Então, avó?
- Olha, ainda fui votar! Disseste aquilo, vesti-me e ainda fui lá! Pronto, não valeu, mas fui...
É linda de morrer, esta minha avó. E assim encerro a questão presidenciais.
Monday, 23 January 2006
Caramba, melhor que a Maya!
![]() |
O seu lema é o de nunca perder a sua pose sempre muito cool. Gosta de impor respeito naqueles que o rodeiam e é capaz daqueles olhares que congelam (no bom ou no mau sentido) o seu alvo. De espírito prático mas por vezes demasiado durão.
(visto no Dias Úteis, do Pedro Ribeiro, mas a música por acaso chama-se Take on me)
Aviso legal
Assim, quem não é de comer muito, fica bem com uma, no máximo duas bolas. Três já será um esforço hercúleo.
Desculpa lá não ter avisado, mãe...:-)
Sunday, 22 January 2006
Eleições
Tá certo!
| You Are In a Crunch Ice Cream |
![]() The perfect combo: a completely nuts person who likes to be touched |
New York Super Fudge Chunk
Próximos: phish food e cherry garcia.
Saturday, 21 January 2006
TM
Depois há ainda as enxaquecas. Duas vezes por mês cá me esperam, no espaço de uma semana. Não estando associada à sinusite, já me habituei a pensar que isto não tem cura. Fui a neurologistas, fiz TACS, homeopatas, tomei bolinhas de sanguinária. Já fui à acunpunctura. Foi lá que me disse, com grande lamento, a assistente da minha médica:
- Ai filha, isso a mim só me passou com a menopausa.
Se eu seguir nisto a minha mãe como em tudo, já só me faltam 30 anos.
Deviam ir de cana, estes gajos que inventaram isto...
Thursday, 19 January 2006
Game, set, match
Acabo de chegar a casa depois de ver o Match Point, de Woody Allen.
Superou em muito as minhas expectativas e tenho algumas coisas para dizer.
Mas faço já o compromisso de nada contar até que vocês vão ver. CORRAM!!
Apenas duas notas:
- a banda sonora - Caruso em vez de jazz.
- a cicatriz linda do Jonathan Rhys Meyers por cima do olho esquerdo.
PS: Optei por não contar, porque acho que para este filme se deve ir completamente em branco, sem saber nem ler nada. Eu fui assim e adorei, tal como toda a sala, segundo me pareceu.
Wednesday, 18 January 2006
Prova superada!
Powered by the mighty Rum and Monkey.
É seguro dizer que a prova já foi superada!
Tuesday, 17 January 2006
Ando a investir o meu tempinho nisto...
Aragorn, Aragorn...
PS: Passo a explicar. A vossa amiga, como referiu ali abaixo, comprou a trilogia do Senhor dos Anéis e encontra-se em modo nerd. Eu gosto daquilo, pá, gosto. Acontece que os filmes vêm com cenas extra, o que obriga cada a um estar dividido em dois cds. Vai daí, não contentes, tem horas e horas de extras. Ou seja: cada caixa traz quatro cds, o que faz um total de 12. Neste momento vou no quarto cd da Irmandade do Anel. Ufa!
Monday, 16 January 2006
As 100 melhores cenas do cinema
Está lá a cena do duche do Psycho, logo em segundo; Está o ataque à praia ao som das «Valquírias» do Apocalypse Now, que power; está o Casablanca; está o Serenata à Chuva à chuva, está Os Pássaros, quando os corvos se reunem atrás da Tippi Hedren; Está a morte do Willem Dafoe no Platoon; está o Alien, o Seven e uma série de outras maravilhas.
Mas porque é que a Meg Ryan no café a fingir um orgasmo vem só no lugar 48? E o agora adulto Salvatore sozinho numa sala a ver uma montagem de beijos no Cinema Paraíso apenas em 80º?
Bem sei que isto das listas toca à vontade de cada um, mas eu também gosto de pensar que faria diferente.
Será?
Um desvio pelo Carrefour de Oeiras permitiu-me meter no cesto de compras A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, a par de cremes de Camembert e Rotolinis de queijo. É daqueles livros sobre livros, ao estilo do meu querido Arturo Pérez-Reverte, em que um simples volume muda a vida de alguém.
E acontece que é daqueles que não apetece deixar de ler. Porque, parece que, mesmo que feche o livro, a acção vai continuar a decorrer e eu não estou lá para ver, vou perder o que vai acontecer ao herói. E isso eu não quero. Ai, nunca mais é logo à noite!
Saturday, 14 January 2006
Tenho em mim o desejo de tudo
Exclama a minha mãe: Mas quando é que tu percebes que não podes querer ter tudo?
Só me ocorre perguntar:
-Mas porquê?
Raízes ao alto
Aguentei prai uma hora assim,

com delícias do mar na cabeça. A Natasha, simpática, colocou-me numa cadeira escondida da porta, as senhoras não costumam gostar de estar nesta figura com toda a gente a ver. Enfim, já perto das onze, passámos apenas mousse no cabelo, secou-mo com a cabeça virada para baixo e no final deixei-lhe 63 euros. Nada mau.
Mamilos
Numa festa, a Miranda foi a cobaia. Colcou-os dentro do vestido e passeou-se pela sala, mostrando belos mamilos a apontar para cima por baixo do vestido preto. Resultou. Os homens viraram-se para trás olhando para ela. Ou melhor, para elas. Mas isto é na série.
Eu uso há algum tempo daqueles soutiens com uma leve almofada, que me protege das correntes de ar frio, além de darem um conforto melhorzinho. Mas pronto. E na vida real? Como é rapaziada? Numa escala de um a dez - em que o um pode ser a mera erecção involuntária e o dez uma verdadeira comoção cerebral -, que importância tem para vocês mamilos bem visíveis por baixo da roupa?
PS chamativo: Mas isso atrai-vos porquê?
Rebajas e realtas
Fnac:
Jimmy Hendrix, Purple Haze, 3.95 €
Kings of Convenience, Quiet is the new loud, 8.95
Mesa, Mesa, 8.95
The Strokes, First Impressions of earth, 17,95
Trilogia O Senhor dos Anéis, edição revista e muito aumentada, 44,95
Oysho:
Carteiras, carteirinhas, gloss e sombra cor de rosa, 20,40
Springfield:
Mala beige, 19.92
Womens Secret:
Soutien e camisa-de-noite-que-também-dá-para-vestido, 26
Ah, e um encontrão do Luís Represas, que estaciona com recurso ao Mr. Parking.
Agora façam vocês as contas, que a mim dói-me a carteira.
Tuesday, 10 January 2006
Onde é que eles estão, onde?
Sendo assim, onde é que estão os 60 por cento apontados pelas sondagens? Estão escondidos, têm medo? Mas se são tantos, não assumem porquê? Onde é que estão?!...
Saturday, 7 January 2006
Conta corrente

Cinema: O Fiel Jardineiro.
Lindo, lindo. O Ralph está excelente, ela também, com aquele look de quem não tem maquilhagem mas está bem na mesma. Mais uma vez, pequeno grande papel no enorme Pete Postlewaite. O final é como eu gosto, muito pouco Hollywood.
Música: Ainda em branco, na calha os Strokes e os Franz Ferndinand, é só conseguir entrar numa fnac perto de mim.
Livros: Metade do Intermitências da Morte, do Saramago. É para chegar ao fim.
Friday, 6 January 2006
Comprar, já! (asterisco)
Thursday, 5 January 2006
Wednesday, 4 January 2006
Frida?
Quem se chega à frente para ir comigo?
Tuesday, 3 January 2006
Monday, 2 January 2006
E por falar em atrasados mentais...
Entretanto o Presidente foi ao Brasil para ir buscar o Ronaldinho Gaúcho...
não, espera, foi o Robinho...
também não, foi o Maradona...
catano, afinal foi o Moretto.
À chegada, houve um estalo num gordo que é de Mirandela. Lamentável. Mas a chapada terá sido mais bem aplicada do que qualquer passe que o Marco Ferreira alguma vez faça.
PS: Desculpa, Zeka, mas há coisas que não se pode deixar passar...
Nem mais!
| Your 2005 Song Is |
![]() Feel Good Inc by Gorillaz "Love forever love is free. Let's turn forever you and me." In 2005, you were loving life and feeling no pain. |
Friday, 30 December 2005
Isto é amor
Estou sensível, só pode ser isso. Ontem chorei a ver o Frasier. A Daphne e o Niles finalmente souberam do amor um pelo outro. Ele, apesar de estar casado há três dias, está disposto a tudo, apesar de ela ir casar no dia a seguir.
E diz-lhe: «say the word and I will leave Mel in a heartbeat». Aqui solucei compulsivamente. Isto devia ser sempre assim. Com menos drama, claro, mas já diziam os Clã: na língua inglesa fica sempre bem. Mas, mesmo assim, ela não cede e diz que vai para a frente com o casório. No final, na manhã do casamento dela, ela não resiste e vai ter com ele à caravana. Combinam fugir e ela trata-o pela primeira vez pelo nome próprio. É amor, não é Diane?
[Niles has just found out that Daphne is in love with him]
Niles: I was just talking to Frasier about a conversation you two had.
Daphne: Oh, dear!
Niles: No, no. Don't get upset.
Daphne: I specifically asked him not to say anything. What was he thinking?
Niles: No, I'm glad he told me.
Daphne: Oh, yes! So we can have a big talk about it! That's what you psychiatrists always do, drag everything out into the open so we can work through it. No matter how awkward it might be. Well, I just don't see the point!
Niles: No, Daphne, I'm glad he told me - because I love you.
Daphne: Dr. Crane, you shouldn't say such things.
Niles: It's the truth. Lord knows, I have tried to deny it, tried to pretend that I am over you, but not a day has gone by when I haven't thought of you. Your smile, your beautiful eyes, what it would be like to hold your hands and ask you the question I never dared ask!
(...)
Daphne: I don't understand! How come you never said anything before?
Niles: Daphne, I wanted to. I just... the timing just never seemed right.
Daphne: Oh, and the timing's right now? I'm twelve hours from the altar and you're on your honeymoon!
Niles: I would never have gotten married if I thought there was the slightest chance that you shared my feelings. Trust me, Daphne, say the word and I will leave Mel in a heartbeat.
(...)
Niles: Daphne? It is not too late for us. I meant what I said when I said I would leave her.
Daphne: That's crazy!
Niles: No, no, it's NOT crazy. Not if you feel the same way I do. But I need you to tell me, and I can accept it if the answer is "No." How do you feel about me?
(...)
De manhã:
Daphne: Hello.
Niles: [rising] Daphne...
Daphne: I was wondering... if you might be free for a date?
Niles: [rushing to embrace her] Oh, my God, yes!
Daphne: [separating them] There's plenty of time for that later. Let's get this bloody boat moving!
Niles: Fasten your seat belt, Daphne.
Daphne: Fasten yours, Niles.
E ninguém lhe diz nada?
(foto ASF/Rui Raimundo)
Caramba, este tal de Romagnoli devia ser proibido de entrar em Portugal com aquele penteado a atirar para o emplastro.
PS: Não costumo postar gajos feios, mas cá vai, só pra ti, Senador.:-)
Tuesday, 27 December 2005
Yeh Jo Halka Halka Saroor Hai
Ando a espalhar Jeff Buckley pelos meus amigos com sucesso. Já vou no terceiro convertido. É o único caso em que gosto que gostem do mesmo que eu, costumo ser um pouco ciumenta com esta coisa das bandas – se eu descubro primeiro, são minhas. No caso dele, não. Adoro impingi-lo e que depois me digam - é mesmo bom. Sorrio. «Claro que é».
Por causa do empresta e torna a emprestar, o Live at Sin-É, Legacy Edition, saiu da prateleira e foi parar ao meu carro. Ainda nunca tinha saído de casa. Redescobri, então, o segundo disco, que começa com o Jeff a conversar com os ouvintes. Alguém pede que toque Nasrat Fateh Ali Khan - «do a nasrat tune». Talvez soubesse que ele era fã, ou não.Ele apressa-se a corrigir o nome – é Nusrat, e confessa que o ouve todos os dias. Conversa muito tempo com o homem, discutem até capas de álbuns. Diz que vai cantar a primeira música que ouviu dele. Improvisa lamentos típicos do quali enquanto se prepara para a canção.
Começa a cantar e o povo ri-se, pensando que está a inventar e a improvisar a letra em paquistanês. Mas não, são mesmo aquelas as palavras. Yeh Jo Halka Halka Saroor Hai, repete. São seis minutos naquilo, coisa séria, e eu só penso: como estará agora a cara das pessoas que se riram no princípio? A meio pede que batam palmas, como nos concertos do homem. Ele agora está algures com o Nusrat, uma vez que também morreu em 1997, improvisando para a eternidade.Quem nunca ouviu isto, estes seis minutos e nove segundos de pseudo-improviso feito homenagem, está em falta grave.
Yeh Jo Halka Halka Saroor Hai significa, de acordo com a internet, The Day, The Night, The Dawn, The Dusk.
PS: Se alguém tiver por aí o som convertido para internet, pois que avance...
Sugestão para o Reveilhão
Smoke City, Underwater Love (versão ao vivo)
Jimi Hendrix, Purple Haze (o início, aquele início…)
Jeff Buckley, The Way Young Lovers Do (Live at Sin-É, 10 minutos de êxtase só aqui)
Marvin Gaye, Let's get it on (razões óbvias)
Black Eyed Peas, My humps (se for preciso dar ideias…)
Olha, afinal...

Explosão de luz;
Toque Caxemira;
Brilho Espelho;
com proteína de pérola;
Tudo isto promete o meu novo champô, que se chama Nutri-Gloss. Mas o que é certo é que já saí à rua várias vezes e a «explosão de luz» ainda não cegou ninguém. Publicidade do catano. Mas pronto, cheira bem que se farta e lá me concedem o Toque caxemira...
Monday, 26 December 2005
Vejam lá isso
Sunday, 25 December 2005
Olhem, porque sim
Quando eu estou aqui
Eu vivo esse momento lindo
Olhando pra você
E as mesmas emoções sentindo
São tantas já vividas
São momentos que eu não esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui
Amigos eu ganhei
Saudades eu senti, partindo
E às vezes eu deixei
Você me ver chorar, sorrindo
Sei tudo que o amor
É capaz de me dar
Eu sei já sofri
Mas não deixo de amar
Se chorei
Ou se sofri
O importante
É que emoções eu vivi
São tantas já vividas
São momentos que eu não esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui
Mas eu estou aqui
Vivendo esse momento lindo
De frente pra você
E as emoções se repetindo
Em paz com a vida
E o que ela me traz
Na fé que me faz
Optimista demais
Se chorei
Ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi
Emoções, Roberto Carlos, 1981
Thursday, 22 December 2005
My favourite things

When the dog bites,
When the bee stings,
When I'm feeling sad,
I simply remember my favorite things,
And then I don't feel, so bad.
(My favourite things, The Sound of Music)
E porque é Natal:
fritos acabados de fazer, música no banho, camisas brancas bem engomadas, champô cheiroso, manhãs de nevoeiro, cabelo a secar ao natural, chinelos, anéis, creme de camembert, amigos, rir até chorar, amendoins, a cena das Valquírias no Apocalypse Now e o cheiro do Napalm pela manhã, ver os outros desembrulhar prendas, telefonemas porque sim.
Boas festas
Tuesday, 20 December 2005
Protesto!
Lembro-me de já estar de férias na minha avó e o horário do Música no Coração ser sagrado. Nesse dia não se fritava coscorões. Sentava-me no sofá enrolada a uma manta e com uma escalfeta a aquecer-me os pés. As músicas desfilavam, a aventura progredia até à traição do Rolf e à travessura das freiras ao sabotar o carro dos maus. A minha avó passava em frente à TV e dizia sempre: Ainda me lembro de ir com a tua mãe, novita, ali ao cinema. Fomos prai umas três vezes! Deve ser o único filme que a minha avó viu. E gosta.
De há uns anos para cá, deixou de dar. Eu também deixei de ir à minha avó passar as férias do Natal, mas penso que não tenha sido por isso. Já estive para comprar em DVD, mas a versão que havia aí não tinhas as canções legendadas, o que é lamentável. (Hoje, por acaso, deparei-me com uma versão diferente, com a banda sonora à parte, em CD, mas não pude comprar...).
Não acredito que o filme tenha perdido nada ao longo destes anos, nem a família von Trapp ficou chata. As crianças não cresceram, continuam a ter medo de tempestades, o delweiss não murchou, nem a Maria perdeu a voz.
Então, senhores das televisões, porque é que o Música no Coração já não passa nos nossos televisores, hem?
(fotos: http://www.nostalgiacentral.com/movies/soundmusic.htm)
Monday, 19 December 2005
Esmagamento
Dado que este foi um fim de semana de reposição de falhas, vi também o Informador (the Insider), que tinha gravado desde... Abril.E, de repente, senti-me esmagada pelas presenças do Al Pacino, do Phillip Baker Hall e do Chistopher Plummer na mesma sala. Ao mesmo tempo, descobri que me irrita um bocado o Russel Crowe.
(foto movies.yahoo.com)
Sunday, 18 December 2005
Glorioso em todo o lado
Ultrapassei mais uma falha na minha vida cinéfila e vi finalmente o Em nome do Pai. O filme é bom, o Daniel Day-Lewis é muito bom, o pai dele é excelente (adoro este Pete Postlethwaite), mas melhor é a cena na prisão em que ele fala com o pai tendo um galhardete do Sport Lisboa e Benfica em fundo!Saturday, 17 December 2005
Porque a poesia deles soa melhor ao sábado à noite
que arde até queimar os dedos
podias ser o ar do ditongo
que aquece por dentro os segredos
podias ser o baque que esmaga
o olhar obsceno que assanha
o toque de anca que alaga
a unha diamante que arranha
serias o meu livro de areia
que traz a Maomé a montanha
a linha de vida que enleia
como na estratégia da aranha
serias o objecto perdido
que me faz sentir sempre pobre
o fio de Ariane escondido
cuja ponta o amor descobre
podias ser a vela cansada
o dia que eu apenas pressinto
podias ser a cera dourada
à espera no fim do labirinto
Fio de Ariane, Clã, Rosa Carne
Friday, 16 December 2005
Água a correr
Portanto, aqui ficam cinco músicas para ouvir no duche (sim, um duche loooooooooongo):
Wake up (Arcade Fire)
Volcano (Damien Rice)
I heard it through the grapevine (Marvin Gaye)
Walk away (Franz Ferdinand)
Hung up (Madonna)
Porque só me apetecem letras de músicas
A pedido de várias famílias
Kelso e Fez, dupla imparável em That 70's Show, algures nas madrugadas da TVI.
(fotos do site oficial www.that70sshow.com)
Campos de morangos para sempre
É só não queria italianos, xiiiiiiiii, vade retro!
Assim, se perdermos, não será contra foleiros venenosos, mas sim com um clube porreiro, com uma granda claque. You'll never walk alone, dizem eles.
Strwaberry Fields forever, digo eu.
Wednesday, 14 December 2005
O que é, o que é?
São dois copos de vinho ao jantar e gente bacana.
Ginga
Aos oito anos era Robson. Agora é Robinho. No documentário de Fernando Meireles, Ginga, é alvo de acompanhamento a casa do treinador dos 8 anos, quando jogava futsal e os seus jogos nos torneios eram mudados para últimos do dia, para prender o público. Hoje com 21 anos cita no documentário o que lhe dizia o treinador:- Não interessa só saber jogar futebol, tem que ter molejo, tem que saber sambar.
Mais para a frente, ensaia um jogo de futsal com Falcão, o ás do pavilhão. E diz, no mesmo tom:
- A força nunca venceu a inteligência: se você fôr mais inteligente, não tem como o zagueiro te pegar.
Vai ser o maior, vai.
Monday, 12 December 2005
Wax
A parecença do homem com o boneco é tão impressionante, que ninguém dará pela diferença.
Porque a poesia deles é boa em qualquer dia da semana

(foto de Theskyiscrape.com)
Para todos os que, tal como eu, viram no Binaural o ressurgimento dos Pearl Jam em força. Mesmo que o Nothing as it seems tenha parecido, quando lançado em single, uma coisa tipo Scorpions e se tenha instalado o medo em mim mesmo antes do concerto, que esperava há anos.
Para todos os que, tal como eu, tiveram frio e calor no relvado do Restelo, onde se confirmou que as músicas eram todas boas. E para os outros todos também.
sorry is the fool who trades his soul for a corvette
thinks he'll get the girl, he'll only get the mechanic
what's missing? he's living a day he'll soon forget
that's one more time around, the sun is going down
the moon is out, but he's drunk and shouting,
putting people down he's pissing, he's living a day he'll soon forget
counts his money every morning the only thing that keeps
him horny locked in a giant house, that's alarming
the townsfolk, they all laugh
sorry is the fool who trades his love for high-rise rent
seems the more you make, equals the loneliness you get
and it's fitting, he's barely living, a day he'll soon forget
that's one more time around, there is not a sound
he's lying dead clutching benjamins, never put the money down
he's stiffening, we're all whistling
a man we'll soon forget
Soon Forget, in Binaural, 2000
Sunday, 11 December 2005
Saturday, 10 December 2005
A poesia dele é melhor do que a minha todos os sábados
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes
São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas
Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho
Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda
Inquietação, José Mário Branco, redescoberto com a versão de JP Simões.
Friday, 9 December 2005
Mamas, rabos, Black Eyed Peas e o Benfica
(foto minha, já com duas imperiais mamadas, eles estão mesmo algures lá ao fundo)
Folguinha boa para ir ver os Black Eyed Peas à noite. Bilhetes comprados há dois meses, depois de uma decisão em dois minutos. Nem sou grande, grande fã, mas que se lixe, ir em grupo é mais divertido.
Entrámos minutos antes da primeira parte, uns tais de Flypside. Pra aquecer, fomos às imperiais. Aquilo durou uma meia hora e foi evidente que faltou ali uma gaja. Só animou quando o rapaz perguntou se estava alguém do Benfica. A miudagem, incluindo nós, respondeu afirmativamente. Intervalo, faz-se a onda e eu levanto um braço, como faço sempre. Visita rápida ao WC, primeira imperial com saída directa.
Pouco depois das nove horas entram eles, os Peas. Fergie linda, sabe vestir um fato de treino. Top generoso, mamaçal no sítio, pronto a bombar. só lhe tirava a franja. Uma, duas três músicas e eu já a saltar, copo debaixo do banco, calor a subir. Telemóveis ligados por todo o lado. Ela também se abana, pula e salta por tooooooooooodo o lado.
Sweet child of mine? Vai entrar o Axel? Não, era só o fim de uma canção. Eles fazem covers ainda da música emblemática da banda sonora do Pulp Fiction, Kanye West, Snoop Dog, 50 Cent, Eurythmics, Franz Ferdinand (!) e sei lá quem mais: apetece ouvir estas músicas todas, mas eles dão só um cheirinho.
«Manchester United vai levar no cu» é cantado em uníssono por 16 mil pessoas. Isto inclui pessoas entre os 20 e os 30 anos, como era o caso da minha maralha, mas também putos de 9, 10 e os respectivos paizinhos. É bonito. Com esta graxa eles ganham definitivamente a malta, se bem que, se ela tem entrado com uma camisola do glorioso a coisa teria sido ainda mais apoteótica. Segunda imperial aviada. O Will.i.am desfaz-se em «gracias», o que não é tão bonito. Mas pronto, os rapazes deram cá o salto vindos de Barcelona e rumo a Madrid.
Terminam com Let's get it started e fica a sensação de que se queria ouvir mais mas, sem termo de comparação, só posso gostar.
Podem ler aqui a Misunderstood, que esteve lá a abanar-se como eu.
Futebol total - o rescaldo
Fui jantar a correr mas mesmo assim sem despachar a tempo de ver o início do jogo.
Recebo mensagem: «quem marcou?» Foda-se, alguém marcou? E foram os maus? Calma, é só 1-0 e eu na mesma cheia de fé. Isto da fé tem que se lhe diga: não é acreditar que alguém lá em cima há-de resolver a coisa a meu favor, mas se estiver alguém lá em cima também deve estar ocupado a tratar de acabar com a fome em África e a guerra no Iraque. Ou então não. Adiante.
A fé vem de acreditar que eles seriam capazes de se transcender, de assumir que não havia nada mais a fazer a não ser vencer perante jogadores que se deveriam considerar normais, e não grandes gigantes da bola.
Já frente à televisão, o empate, depois o 2-1. O Nélson pimba, pimba, Geovanni e Beto como nunca. Êxtase, murros nas mesas e nunca mais acaba, apita lá ó grego de uma figa, sai uma equipa de paramédicos para o Gabriel Alves e o Paulo Catarro.
E pronto, ganhámos como nunca tinha duvidado desde a véspera.Agora continue lá o campeonatozinho.
Wednesday, 7 December 2005
Futebol total final
O Ronaltin foi assobiado e depois vingou-se quando saiu, mandando o povo calar. Não contente, atirou um monco prá frente e esticou o dedo médio da mão direita para a malta. Pá, não foi bonito. Com a Selecção será diferente.
Futebol total 3
Futebol total no intervalo
Futebol total
E há-de acontecer assim, como diz o meu lindo esdruxinho.
De certeza.
Monday, 5 December 2005
What's the point?
Coisa moderada, mas volta não volta tenho mails de pessoas a pedir-me pra ser amiga delas.
O que acontece é que, de muitas delas, eu já sou amiga.
Também aparecem aquelas que não conheço de lado nenhum e por acaso já aprovei, já aceitei que fossem meus amigos pessoas que eu não conheço de lado nenhum (nem sequer dos blogs), só assim para não ser mal-educada.
Por isso, alguém que explica para que serve isto do Hi5?
What's the point of it?
Saturday, 3 December 2005
Ao jantar
A poesia deles é melhor do que a minha ao sábado à tarde antes do concerto
I just started walking
I had enough of this old town
had nothing else to do
It was one of those nights
you wonder how nobody died
we started talking
You didn't come here to have fun
you said: "well I just came for you"
But do you still love me?
do you feel the same
Do I have a chance
of doing that old dance
with someone I've been
pushing away
And touch we touched the soul
the very soul, the soul of what we were then
With the old schemes of shattered dreams
lying on the floor
You looked at me
no more than sympathy
my lies you have heard them
My stories you have laughed with
my clothes you have torn
And do you still love me?
do you feel the same
And do I have a chance
of doing that old dance again
Is it too late for some of that romance again
Let's go away, we'll never have the chance again
You lost that feeling
You want it again
More than I'm feeling
you'll never get
You've had a go at
all that you know
You lost that feeling
so come down and show
Don't say goodbye
let accusations fly
like in that movie
You know the one where Martin Sheen
waves his arm to the girl on the street
I once told a friend
that nothing really ends
no one can prove it
So I'm asking you now
could it possibly be
that you still love me?
And do you feel the same
Do I have a chance
of doing that old dance again
Is it too late for some of that romance again
Let's go away, we'll never have the chance again
I take it all from you
I take it all from you
Nothing Really Ends, dEUS, in No More Loud Music e Pocket Revolution
Ouvir é aqui, cortesia de o Acordeonista:
.Nothing Really Ends
Friday, 2 December 2005
E agora mais a sério
Mas recordou-me que um dos meus maiores medos é estar assim sozinha, sem ter quem me acuda se algo acontecer, se partir um braço ou uma perna.
A última vez que caí foi em casa. Fui ao frigorífico buscar uma alface e tinha deixado a porta da máquina de lavar loiça para baixo. Fechei o frigorífico e segui em frente, sem ver a porta. Tropecei e caí para a frente, aterrando com a cara a milímetros do armário. Para cúmulo, era uma couve e não uma alface...
Penso no que seria se tivesse batido a sério com a cabeça no armário, ou a cara ou sei lá o quê. Ainda por cima acontece-me muito tropeçar, bater nos móveis, coleccionar nódoas negras. bbbbrrrr!
Agora vou ali jantar com as minhas gajas e tentar não tropeçar.
Em defesa de Niles Crane
Niles: I'm, going to let it go slow with Sabrina...
Frasier: You mean you haven't?...
Niles: Please! Are you mad? You don't proposition a woman like Sabrina on the first date! Last night after dinner i gave her only a kiss onthe wrist. Tonight i may proceed to hand-holding. If all goes well, in two weeks time, i shall storm the citadel of her womanhood...
Cá está. Não tem nível o modo como prevê saltar prá espinha da rapariga?
Thursday, 1 December 2005
Jackpot no Euromilhões
Eu sabia que havia uma razão para este blog ser cor-de-rosa: os homens ficam aqui bonitos.
Passei a tarde em casa, a ver o Resgate do Soldado Ryan, e finalmente convenci-me de que este rapaz vale a pena: chama-se Edward Burns e é actor, realizador, escritor e sei lá mais o quê.
Reparem como teve a simpatia de me autografar a foto do filme só aqui pró Ensaimada, pá.
Já sabem, mais uma ideia para o Natal.
(ele, não o filme, que peca como todos os outros: tem mais cinco minutos do que devia e aquele plano final com a bandeira americana... tá bem ó spielberg...)
Issékéra
Programa da Maria em resposição, uma das estrelas é uma senhora que vende a Televisão como salvadora do Mundo. A SIC «é a mais jeitosa» e o final da oração pede «não nos deixes cair em mira técnica». Genial.
No intervalo passa a promo do Cheers. Woody conversa com Norm: «O Darth Vader não pode ser o pai do Luke Skywalker. Eles não têm o mesmo apelido». Genial de novo.
Eu às vezes gostava de ter uma vida assim: pagavam-me pra estar sentada a escrever coisas com piada. No fundo, pagavam-me para dar baile.
Wednesday, 30 November 2005
Pessoa
Olho para ele a andar na rua e nem acredito que é tão recente.
Tem um ar tão estranho, tão circunspecto, tão antigo.
Já me sentei ao lado dele na Brasileira, claro, e ele quieto.
Quem bebia era eu, naquela ocasião. Assim para variar.
Depois tinha aquele lado íntimo, de meu Bébé adorado,
tão querido e tão desconfortável ao mesmo tempo.
Ridículo, claro, mas porque ele queria.
Tenho o Livro do Desassossego há anos.
Além de ter um título perfeito, é daqueles para ir lendo aos poucos,
assim para consumir devagar.
É o que eu vou fazendo.
Morreu há 70 anos, o Pessoa.
Na cama
Na senda das «músicas para...» (Hornby, de novo), ficam aqui dois tops para ouvir na cama. Primeiro sozinho, de olhos fechados a deixar ir o corpo. Depois acompanhado, espera-se que com sensações semelhantes...
Sozinha
Man is the baby (Antony and the Johnsons)
Smoke in bed (Nina Simone)
Untitled (Spain)
De cara a la pared (Lhasa de Sela)
You and I (Jeff Buckley)
Acompanhada
Whiter shade of pale (Procol Harum)
Arqueous transmission (Incubus)
Bloodflow (Calexico)
Rapte-me camaleoa (Caetano Veloso)
Suds and Soda (dEUS)
PS: desculpem lá, mas tenho de acrescentar « Summertime», para ouvir a dois. E a lista a dois convém que até tenha tipo mais uma, pra depois não se ter de ir lá mudar...
Tuesday, 29 November 2005
Epá, eu não aguento...
Desta vez é o intrépido repórter José Marinho, que vai editar o enésimo livro sobre o Benfica, chamado, atentem bem, «pela mística dentro». viram bem?
Pois é, o meu sonho é um dia limpar o rabo e a Prime Books querer publicar a folha de papel higiénico.»
Escrevi isto no Café há dois dias.
Agora está ele ali na sport tv, de gravata vermelha, a promover-se e a ser entrevistado pelo não menos cretino, Pedro Mendonça Pinto.
É um momento de televisão como nunca antes visto.
Zeka, já sabes quem é?
Beijo em suíço

um quase beijo retirado do filme suíço Beresina oder Die letzten Tage der Schweiz, cortesia de Miguel Marujo.
Help

Já ouvi umas quantas musicas na radar e, quem estiver na disposição e tiver condições para pagar downloads (ou seja, cartões de créditos e coiso e tal), é ir ao warchild.com
e sacar as músicas que vários grupos ingleses
gravaram num álbum de apoio às crianças
vítimas da guerra.
Custam uma libra.
Músicas estão aqui
Monday, 28 November 2005
5000 e 10.000
Fica o obrigado a todos os que estão ali na barra lateral e todos os outros que um dia vieram aqui a este blog-cor-de-rosa a atirar para o light ver do que se fala.
Sensivelmente à mesma hora, o Café que partilho com as minhas meninas chegou aos 10.000. Isto é que é orgulho.
Beijos
Saturday, 26 November 2005
Queria agradecer ao meu pai, à minha mãe, ao meu agente...
Marketing: How well marketed, and popular the website is. 8.2
Design: How well designed and built the website is.8.9
Accessibility: How accessible the website is, particularly to those with disabilities.6.2
Experience: How satisfying the website is likely to be.7.4
Overall: Summary score for this website.7.3
Mais infos aqui, onde podem também testar os vossos...
A poesia dele é melhor do que a minha em qualquer dia da semana
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Bom conselho, Chico Buarque
E não se arranja...
Friday, 25 November 2005
Carta aberta à rapaziada
Por isso imaginem isto assim: em dez raparigas aceitáveis, eu consigo gostar de sete, oito, vá. As Monicas Beluccis, as Lucys Lius, as Beyonces, as Jennifer Lopez. As que sobram, as que não passam na rede (porque não podem mesmo passar todas), ficam para trás. Como a Angelina Jolie, a Jennifer Anniston, a Winona Ryder ou a Soraia.
A Soraia é boa, pode até ser gira, mas eu não posso, não quero, não consigo gostar dela. Podem-me dizer que é inveja, dor de cotovelo por não ser gira assim e ter o rabo do dobro do tamanho do dela. Aceito isso tudo, tal como vocês devem aceitar que eu não a suporte. E se não gosto, não gosto, o mesmo acontencendo aqui com as minhas colegas raparigas numa sondagem rápida à boca das urnas. Foi a vez dela de ser apanhada nessa rede onde as gajas (mesmo boas, sim) não passam.
Pioram as coisas quando os meus/nossos amigos, colegas, compinchas dizem que gostam dela. Que lhe faziam miminhos e outras coisas que tais. Mais isso concorre para gostar ainda menos dela. Podem voltar a dizer-me que é inveja, que é ciúme, mas por acaso não me faltam elogios destes mesmos compinchas. Não mete miminhos, é certo, mas pronto.
Portanto: compreendam-me: não nego que sejam boazudas, que sejam isto e aquilo, mas há coisas que uma gaja não tolera, desculpem lá.
A ver
O novo vídeo dos Strokes, da música Juicebox, que abre o apetite ao album que sai em Janeiro, e está aqui no site oficial.
É material quentinho, tou pra ver como é que a MTV vai dar a volta a isto, hihi...
Preparar armas.... apontar....
Thursday, 24 November 2005
Também quero isto aqui!

Vi no Asterisco e nos Galarzas, mas achei que quanto mais espalhada estivesse, melhor, e até a postei no Café. Neste anúncio da Virgin, que vocês já estão cansados de ver, estão escondidos vários nomes de bandas.
Neste site está também um vídeo, para descobrir nomes de músicas. Penso que já decifrámos quase todas, mas o anúncio é tão giro que também o quero aqui.
Wednesday, 23 November 2005
Ah e tal não!
Agora, a Misunderstood foi com ele para Paris - salvo seja, no mesmo vôo.
Eu, que gosto dele, só o vislumbrei do meu carro no Bairro Alto.
(Escrevemos no mesmo blog, isto deve ter alguma explicação, ou então este país é mesmo muito pequeno)
Ó Ricardo Araújo Pereira, o que é que tenho de fazer?!
Reinventar é preciso - o regresso
Eye of the Tiger, Everybody Hurts, Blackhole Sun, It's a Sin, Jump, Smells Like Teen Spirit, Hello, Eyes Without a Face e outros
Bela prenda de Natal.
Reinventar é preciso
a cantar uma versão do Smells like teen spirit
e estava MARAVILHOSA!
Alguém me diz onde arranjo?
Ah pois é!

«O furor em torno do novo álbum de Madonna – que estreou ao vivo o primeiro single, "Hung up", em Lisboa, nos prémios MTV, a 3 de Novembro – deu frutos na tabela portuguesa imediatamente na semana em que foi editado. "Confessions On a Dance Floor" entrou directamente para a primeira posição e já é disco de ouro.»
in Público.pt
Maravilha, hã? Aviso já que para o pelotão de fuzilamento vão as pessoas que tenham comprados os números 3 - já não há cu pra tanto beste-ofe dos dire straits -, 4, 5, 7, 9 e 10. Faço uma excepção para quem tem de comprar o dizerts prós filhos.
Top 10:
1. "Confessions On A Dance Floor", Madonna
2. "Intensive Care", Robbie Williams
3. "Private Investigations - The Very Best Of", Dire Straits e Mark Knopfler
4. "Acora", Il Divo
5. "D'ZRT", D'ZRT
6. "Christmas Songs", Diana Krall
7. "Back To Bedlam", James Blunt
8. "O melhor de Rita Lee", Rita Lee
9. "Pieces Of a Dream", Anastacia
10. "Crazy Hits", Crazy Frog



































