Monday, 31 October 2005

Brasilian wax

Entremos então nessa coisa das gajas rapadas. Nos filmes chama-se brasilian wax ao acto de tirar todo o pelame lá de baixo com cera.

Inda ontem, num episódio do Sexo e a Cidade, as meninas mudaram de cidade e foram até LA. Uma delas mudou também o sexo: a Carrie foi à depilação e saiu de lá sem nada. Queixou-se do frio, disse que estava... careca. A Samantha perguntou se não lhe tinham deixado nem uma pistazinha de aterragem. Nada.

Pessoalmente, não penso arriscar isso da cera. Nas férias a gente faz um esforço para o biquini, mas penso que sou de ficar por aí. Afinal de contas, ter lá os pêlos é, também, um sinal de que já somos mulheres. Sem dúvida que é capaz de ser mais cómodo para quem tiver a sorte e o engenho de andar por lá com a boca, mas será assim tão relevante?

Tinha dito que este, a par das meias, era um tema de conversa entre a malta. Uns preferem o clássico triangulo, outros até gostam de ver outras formas, outros não enjeitavam experimentar a carecada.

Ao mesmo tempo, fiquei a saber que o fio dental já não é aquilo tudo que a gente pensa que é. Eles - vocês - agora gostam é de boxer feminino (já fui comprar um par, pra não dizerem que estou desactualizada). Verdade? Aquele assim agarradinho, e tal.

Resumindo: o brasilian wax não é pra mim, quanto mais não seja pela danada da comichão que deve dar quando o pêlo começar a crescer. Não fica nada bem a gente andar-se por aí a coçar ao nível dos botões das calças. Não é nada bonito.

As minhas apologias

Algures por aí abaixo terei etiquetado o David Fonseca de chato.
De lá para cá não me ficou provado o contrário, mas até ouvi uma musica na rádio e pensei «é gira e parece o Dave.. Ná, não pode» E não é que era mesmo?

Por outro lado, ele disse quais eram os discos da vida dele à Visão, e escolheu o Grace, do Jeff Buckley. Ora eu não posso deixar isto passar em claro. Desculpa lá David, és um granda gajo. Talvez continue a não te ouvir, mas és um bacano. Beijinho.

I'm in the mood to obey


(...)
They got this and that and
With a rattle a tat
Testing one two,
Now whatcha gunna do?
Bad news, misused,
Got too much to lose
Gimme some truth
Now whos side are we on?
Whatever you say
Turn on the boob tube
Im in the mood to obey
So lead me astray by the way, now

(...)

Excerto de Good People, Jack Johnson, em In Between Dreams

Sunday, 30 October 2005

Quando havia lado B


Houve, obviamente, uma altura em que o minha maior colecção era de cassetes e lembro-me do orgulho que foi quando já não tinha espaço para as guardar na mesma prateleira. Dizem que é do signo, mas sempre me deu para as fazer bonitas, com as lombadas escritas a computador e numeradas. Para os números usava, claro, os papelinhos que vinham nas caixas, com as indicação de lado A e B.

Recuperava as enroladas: ia buscar uma chave de fendas do meu pai e desenrolava-a pacientemente com uma bic – boas para isto pelo formato.

Os decks de cassetes da minha aparelhagem, que tem 12 anos, estragaram-se pelo menos há cinco, pelo que nunca mais gravei nada: nem cassetes de «música variada», que me demoravam uma tarde inteira a fazer, nem da rádio.

Herdei algumas e passaram para o carro. Mudei de carro há dois anos e perdi também o autorádio de cassetes, passando a ter cd. Morreram as cassetes. Ou quase. Estão guardadas em caixas, não tenho onde as ouvir, mas também recuso-me a deitar fora. É música. É minha.

Quando comprar cds passou a ser uma coisa possível mais amiude do que antes, fiz um esforço para renovar algumas delas, como os Pearl Jam ou os Doors, mas, por exemplo, os Alice e Chains ficaram para trás. Só tenho o «Unplugged» porque foi prenda de natal. Acho que nunca pus a mão no «facelift», mas ouvi vezes sem conta a conbinação SAP/Jar of flies. O Dirt deve estar na cassete cento e tal e aquele do cão com três pernas também nunca ouvi (excepto as que estão no MTV). É pena, espero um dia poder fazer justiça a isto e comprar os cds.

Ou então não e até lá vem o natal.

Friday, 28 October 2005

Idioteque *

Madrugadas em branco. A5 percorrida a toda a velocidade. Mais tempo no carro que fora. Vertigem. Amor, sexo, bancadas da cozinha. Frio, muito frio.

No rádio Idioteque, «this is really happening». Acaba, desculpa, desculpa, recomeça. Noites sem dormir, manhãs na praia, hamburgueres às quatro da tarde. Cássia Eller ao acordar. Vertigem. Cansaço mas do bom.

A5 para trás e para a frente. Macaquinhos na barriga. Papoilas à beira da estrada. Cama apertada, t-shirt emprestada. Liga-me para eu acordar. Idioteque, repeat, Idioteque.

Estou com a vertigem a querer latejar. Volta, cansaço.

* (Idioteque, Radiohead, Álbum Kid A)

É preciso dizer mais alguma coisa?

Thursday, 27 October 2005

Meias e isso: porque sim

A propósito da posta das meias, houve quem falasse na situação contrária: gajas de meias. Também concordo que a meia certa numa mulher pode fazer maravilhas, provocar o efeito contrário do que um homem.
Mas achei que precisava de um homem para explicar isso do encanto de uma gaja de meias e que ficava melhor se fosse um homem amigo em quem confio para o fazer.
Ele aceitou e aqui fica um pedido meu feito texto dele. Espero que gostem.

«Tu na cama comigo de meias calçadas és mais minha que das outras vezes e não percebes. Com essas bolas desenhadas nesse fundo azul e nada mais vestido, misturas duas coisas.

Primeiro fazes sem saber de actriz de filme de série D de orçamento barato, não tens sapatos calçados mas tens quase.

Depois, com essas meias que te ofereci és mais minha que das outras vezes. Porque os sapatos que usas toda a gente pode ver na rua, mas as tuas meias são tuas e minhas nestes bocadinhos. As meias são a oscilação perfeita e pendular entre «o fazer amor» e a queca que não dá tempo para tirar a roupa.

E depois, porque eu sou assim e penso nestas coisas, se estiveres completamente nua estás tão despida de tudo que talvez até te dispas de mim e isso eu não quero.»

Lunatic on the Grass

Viagem-relâmpago

Ora então dois diazitos no Porto deram para:

- Testemunhar finalmente um dia de sol na Invicta;
- Estar ao pé da pantera do estádio do Bessa;
- Comprar o Vivo dos Clã, a Arte de Cazuza e o Asterix (ao qual voltarei) na Fnac de Sta. Catarina

E, last but not least

-saber qual é a varanda da casa do João Pinto e da Marisa.

Monday, 24 October 2005

A classe em versão concentrada

(James Stewart, Cary Grant e Katherine Hepburn em The Philadelphia Story)

Atão?!

Passei parte da tarde deste domingo a ver o VH1. Era um especial, os 100 melhores vídeos dos anos 80.

Em 3º: When doves cry, Prince;
Em 2º: Like a Virgin, Madonna;
Em 1º: Bad, Michael Jackson;

Desculpem??

Então e o Thriller, pá?

Sunday, 23 October 2005

As meias

Ultimamente não há conversa minha com amigos e colegas que não termine nos mesmos dois ou três assuntos: mulheres todas rapadas – sim ou não?, metrosexuais e sexo de meias calçadas.

Debruço-me (sem qualquer conotação sexual) sobre a questão das meias porque surgiu aí numa posta anterior - dos outros assuntos também podemos falar depois, se quiserem.
Tenha pra mim que ver um homem nu com meias calçadas tira a tusa toda instantaneamente. É pouco natural, não faz sentido.

Claro que há excepções – ao caso do Zeka, que tinha as unhas grandes, já lá vamos.
Defendeu um amigo meu que se a coisa estiver muito quente «a gaja nem nota», ou se fôr no carro o que interessa menos é tirar as meias. (Fiquei contente por saber que foi só um dos meus amigos, os outros já estavam a par disto.)

Concordo, no carro é mesmo com a roupa (quase) toda, mas na esmagadora maioria dos casos, o carro é um recurso, é pra despachar, é pra safar. Não é um momento romântico, como as gajas gostam que seja. Se a gente está em casa, se tem tempo para despir o outro ou despir-se para o outro, a meia ganha outro significado, não? E penso que qualquer meia (ok, Zeka?), apesar de reconhecer que uma meia com bonequinhos pode, enfim, ter mais tolerância do que uma mais simples. Sobre meias brancas nem me pronuncio, quero pensar que nenhum de vocês se mete nisso.

Portanto, há uma regra que nem é muito complicada de seguir, amigos: a meia sai logo depois dos sapatos e, em princípio, antes das calças.

Disse que há excepções. Confesso que já levei com unhas grandes (e grandes pontapés de noite com exemplares nas pontas dos pés do pontapeador), mas as meias só entraram em acção depois de nós sairmos. E os joanetes? Enfim, se amamos o outro aguentamos, não é?...

Dúvida (I)


Porque é que é cool gostar da Beyonce,
mas não das Destiny's Child?

Dúvida (II)

E o David Fonseca?

Sim, é giro, e tal
mas

é um artista com boas canções
ou apenas um chato a quem está sempre a acontecer uma grande tragédia?

Friday, 21 October 2005

Duas ou três coisinhas

Ao mesmo tempo que oiço Good no Lado Negro do The Crow, lembrei-me que:

- irrita-me o Jorge Gabriel. Está em todo o lado a toda a hora, de manhã, à tarde e à noite. Fala com velhinhas, tem um concurso para professores da NASA e ainda vende iogurtes no Jumbo, além de parecer que percebe imenso de bola; Mas não apanhou a minha avó, ela é fiel ao Goucha.

- o Green Wing (SIC Comédia) é das melhores séries que estão aí. Só me chateia que passe à tarde e só consiga ver nas folgas;

- O Frasier (SIC Mulher, 1.40 da manhã) é a minha outra série de eleição, mas eu gosto mesmo é do irmão dele;

- O Público errou mais uma vez - a Oprah resiste!

- bateria, baixo e voz = Morphine. Não é preciso mesmo mais nada.

A queda de um anjo

- Que é isso, pintaste as unhas? Praque é que foste fazer isso??
- ...
- Ai pá, assim perdeste o encanto todo! Não me digas que também pintaste as dos pés?!
- Não. Tá bem isto é vermelho, mas não gostas nem assim de um rosa-pastel?...
- Não! Fogo, porque é que fizeste isso?
- Glup... Desculpa...

E foi assim que eu quase perdi um admirador. Tenho pena.
Ao menos ainda gosta da tatuagem. Não gostas, R.?
Vou ali pintar o cabelo de preto pra disfarçar...

Thursday, 20 October 2005

On the road (II)

Passei uma horita no trânsito ali no Rato, o que me deu para parar na Antena 1 e ouvir um concerto dos Boitezuleika. Gostei, além daquela música que já se conhecia, do «cão muito mau». Isso deu-me vontade de vos auscultar quanto a umas coisas que tenho ouvido.
Assim, deixo aqui uma listinha para que me digam se vale a pena comprar:

- Boitezuleika;
-Expensive Soul;
- Devendra Barnhart;
- Gentleman;
- Bloc Party;
- James Blunt;
- Kanye West;

Wednesday, 19 October 2005

A maior


Gosto da Oprah. Gosto muito da Oprah, acontecendo o mesmo aos meus amigos homens e mulheres. É um fenómeno global.
Pela mulher que é, pelo desassombro em falar do passado, pelas prendas que dá, pelos raspanetes que passa aos convidados.

A gente assiste com a mesma gula aos programas fúteis (por ex. aquele em que a cadela dela vai ao psicólogo) e aos mais sérios. Ela parece empenhada em todos eles.

Não sei se, sendo americana, veria o programa, ou até se o admitiria. Afinal é o que passa à hora do nosso às duas por três (que é às três e feito por duas pessoas, enfim) ou o Portugal no coração, que por sua vez estão a anos-luz do Oprah show. É mesmo um show. O que é certo é que agora vejo quantos houver. Sim, mesmo os repetidos.

E agora algo épico

Ce sont les meilleures equipes
Es sind die allerbesten Mannschaften
The main event
Die Meister
Die Besten
Les grandes equipes
The chaaaaaaaaaaaaaaaaaaaampions

Eis o hino da Liga dos Campeões
Dá-me cá um arrepio...

[composição de Tony Britten, a partir de Zadok, de Haendel]


Dizem que ele se portou mal em Inglaterra, que violou uma miuda.
Deixo para vocês o julgamento, recordando apenas que falamos de Inglaterra.

Olha aqui um mister disponível!

"Denis Law once kicked me at Wembley in front of the Queen in an international. I mean, no man is entitled to do that, really"

"Hitler didn't tell us when he was going to send over those doodlebugs, did he?" - On why he was refusing to name his England team before a World Cup qualifer against Sweden in 1989"

"We didn't underestimate them. They were a lot better than we thought"

"Look at those olive trees. They're two hundred years old - from before the time of Christ!"

"Players never know why they are taken off or substituted - until they become managers"

"Home advantage gives you an advantage."

"In a year's time, he's a year older."

"The first ninety minutes of a football match are the most important"

"We're taking 22 players to Italy, sorry, to Spain... where are we, Jim?" -On whether Paul Gascoigne should have gone to the 1998 World Cup.

"Sarajevo isn't Hawaii"

"Some of the goals were good, some of the goals were sceptical"


Mister Bobby Robson aqui , aqui e aqui

Tuesday, 18 October 2005

Ó seu Scolari, abra a pestana!

Rui Nereu, Rui Nereu à Selecção, já!!
E falta muito pra poder ter o Nélson?!

A lua


Gosto de gadgets ali na barra da direita e gosto da lua, por isso fui buscar o moon phases. Não serve para nada, mas gosto da lua, sempre gostei e nestes últimos dias serviu para ver em que dia nasceria a Maria Rita. Curiosamente coincidiu com a lua cheia. Uma maravilha.
Aqui ao lado está uma das imagens mais emblemáticas, que serve de referência ao Viagem à Lua, um filme silencioso de George Melies de 1914. Não é mais do que um tipo com a cara cheia de creme, mas eu acho maravilhoso.

Monday, 17 October 2005

E Pim já é pai

Andávamos há meses na expectativa.
«Eu vou ser menina!», exclamara o Pim, depois de uma ecografia finalmente esclarecedora.
Estava marcada para ontem, e ontem decidiu aparecer.
Adormeci com o telemóvel na almofada, pus o alerta de mensagens no stardard.
Às 5.34 lá veio a notícia, respondi-lhe meio a dormir.

Nome: Maria Rita
Data de nascimento: 17 de Outubro de 2005 (3.53 horas)
Peso: 3.750 kgs
Altura: 51 cm
Profissão: exploradora do mundo

Beijinho, Maria Rita.

Obrigado a todos por terem torcido, ele agradece.

Sunday, 16 October 2005

Um parto anunciado

A lua só muda amanhã, mas....
Ontem ao jantar:
Eu: Deixa lá, Pim, a Maria Rita vai nascer amanhã;
Pim: Pois, é o dia marcado;

À noite estava a dar um concerto de Maria Rita na 2. Era preciso mais algum sinal?

Hoje, 14 horas, sms:
- A Carla está com contracções de 15 em quinze minutos.

Agora lá foram eles, trazer a pequena ao mundo. Sigaaaa!

Ironia

Eu estive à beira do Ricardo Araújo Pereira em Lisboa e aconteceu-me o que vocês já sabem;
Ela esteve com ele na Covilhã, na mesma salinha, apreciou-lhe... as piadas e deu-lhe nota alta.
Enfim.

Saturday, 15 October 2005

Vermelho, vermelhão


Ai, tava tão giro o Koeman na flash-interview, tão coradinho!
Nuno Gomes, pá, ninguém te pára [nem aquele %$&$ do Bruno Alves]!

(foto AP)

Encher o bandulho

duas salchichas;
uma fatia de pão de forma;
bacon;
ovos mexidos;
doce de mirtilhos;
manteiga;
sumo;
café.

Olhem, foi o meu pequeno-almoço no IKEA.
Custou um euro.
1 euro.
1.

Depois fui lá dentro e deixámos oitenta (80), mas isso são pormenores.

Friday, 14 October 2005

Se tu quiseres, eu quero (II)



Este, tal como o Johnny Depp, parece agradar tanto a elas como a eles, por isso cá fica, provocado também pela lembrança dele.

Chris Cornell na sua glória pós-Soundgarden.

Preliminares

Acabei de beber um Malibu Chill Crush;
A gelatina solidificou;
O meu pai arranjou uns vinis com gravações do exército soviético;

posto isto

vou limpar a casa.

Adieu.

Thursday, 13 October 2005

Strike two

Bom, lá vou tentar agora a gelatina de chá verde...

Ah, já me esquecia...

Queriam ir ao Mundial, era?

É na peida, ó Grécia!!!

As insónias do outro

Prólogo: Levantei-me cedo, o que me permitiu hoje folhear o Público com mais atenção.

Oiçam, eu cagari-cagaró para os Beatles, estão a ver? Já nasci fora da época deles e aqueles penteados não lembravam a menino jesus, mas não gosto é de gente ingrata e foleira.
Diz ali no pessoas, pág 46 do Público, que o John Lennon tinha insónias porque andava preocupado em perceber porque é que as canções do Paul McCartney eram mais populares que as dele. A Yoko Ono respondia-lhe: «Deixa lá, não escreves rimas óbvias. A maioria dos artistas são incapazes de interpretar a tua música».

Ora eu tenho cá uma ideias sobre isso das insónias:

1º - Adormecer com aquela gaja ao lado não devia ser nada fácil;
2º - O McCartney era muito mais giro que ele;
3º - Até o Ringo devia ser mais assediado por gajos que a Yoko.

Por isso, quero dizer à Yoko só uma coisinha: és uma vaca.

Vou ali arrumar uns livros e ouvir Morphine

Wednesday, 12 October 2005

Celebridades

Sou tímida e tenho uma reacção estranha quando vejo alguém conhecido: por alguns instantes de segundo tenho a tentação de dizer olá, tudo bem, como se conhecesse a pessoa. Afinal se eles entram pela minha tv adentro, quem diz que não me vêem como eu os vejo?

Durante algum tempo trabalhei no edifício de um canal de tv, pelo que me cruzei nos corredores com algumas figuras públicas. Sempre, sempre tive essa vertigem do olá, mas consegui sempre não dar essa mancada.

Tudo isto pra dizer que hoje estava à procura de lugar para estacionar e passou por mim o Ricardo Araújo Pereira. Caminhava lentamente, com um saquinho na mão. Tive uma vontade incrível de abrir a porta do carro e gritar-lhe «entra aí pra gente ir dar uma volta!». No fundo, vontade de saltar-lhe em cima. Aquilo durou só dois minutos, mas caramba, foi intenso.

Tuesday, 11 October 2005

Outras coisas que me tiram do sério

- pessoas que falam ao telefone a mascar pastilha no meu ouvido;
- gente que estaciona a ocupar dois lugares;
- homens que contam piadas porcas baixinho para eu não ouvir mas antes avisam que o vão fazer; [esclarecimento: eu gosto de piadas porcas!]
- o rato deste computador;

[EXTRA - chato mesmo é quando depois das eleições ainda temos de levar com os cartazes na rua!]
Queria agradecer mais uma vez ao meu sistema de ABS por ter conseguido adiar, de novo, um acidente que está à espera de acontecer. Bem haja, tanto a ele como ao senhor que o inventou.

Já em DVD


Estão à espera de quê?
A Joaninha ainda vos dá um murro...
Duarte e a Companhia do Tó
(foto do site RTP)

Monday, 10 October 2005

Claro, só podia

Your Life is Like

High Fidelity

Mais coisas inventadas sem razão aparente

- batatas fritas com sabor a presunto;
- batatas fritas com sabor a ketchup;
- batatas fritas com ervas;
- pringles com sabor a paprika;
- pringles com sabor a vinagre;
- vinagre;
- tostas mistas já feitas na prateleira ao pé dos iogurtes
- iogurte de tarte;
- iogurte de gelado;
- açorda de marisco congelada;

qualquer dia só faltam mesmo as pastilhas elásticas com uma refeição inteira lá dentro, como se viu na fábrica de Chocolate do Charlie.

2742

Como podem ver aqui, o Isaltino ganhou a Câmara de Oeiras por 2742 votos. Teve 34, 05 por cento dos votos, contra 30, 52 da Zambujo.
Da próxima vez que ouvir alguém na rua a mandar vir, vou parar para pensar se esse meu munícipe não esteve entre 26404 que foram pôr a cruz à frente do nome do homem.
Felizmente não ganhou para a freguesia.

Palavras a entrar-me nos olhos e a saírem pela boca

Eu conheço muita gente parva, mas depois também tenho o privilégio de conhecer gente interessante, esclarecida. Sobre isto das eleições limitei-me a olhar para o meu umbigo - do qual agora gosto e ainda está bronzeado - e a postar sobre Oeiras.
Mas depois entro no Café Desconcerto, a minha outra casa, e vejo tudo o que não disse e gostava de ter dito, escrito pela minha guru e amigona. Como não quero nem posso copiar, porque ela até sabe onde eu vivo, fica aqui.

Sunday, 9 October 2005

Pronto, o punk lá me ganhou Oeiras

... fui eu manchar o meu currículo para isto.
Cheguei a acreditar na Teresa, a sério que cheguei, e reneguei o voto na esquerda para me tremer a mão para o PSD.
Levantei-me às oito da manhã para ir votar, cheguei lá pouco depois das 9. Ninguém à minha frente, fui a primeira na minha folha.
Pela primeira vez fui sondada, 3 três vezes, «era um concelho muito disputado», disseram-me as meninas da intercampus.
Mas não chegou. Assumo.
Merda.

Saturday, 8 October 2005

Ai Portugal, Portugal...

o que é que tu estavas à espera?
Tiveste um pé na merda, outro no fundo do mar...

Meu rico Nuno Gomes, que já nos safemos!
E Angola também!

Na grafonola toca...

John Legend, explicando, mais uma vez, porque é que can't buy me love:

Maybe, it's me, maybe I bore u
No no, it's my fault, cos I can't afford u
Maybe baby, puffy, jay z would all be better for u
Cos all I can do is luv u

Baby when I used to luv u
Theres' nothing that I wouldn't do
I went thru the fire for you, do anything you asked me to
But I tired of livin this lie
It's getting harder to justify
Realised that I just don't luv u
Not like I used to

John Legend, excerto de Used to love u, em Get Lifted

Do you feel lucky, punk?




Well do you?
C'mon, make my day...

(com a devida vénia ao arquitecto Clint Eastwood)

[foto sergeicartoons.com]

Afinal o tamanho importa

porque eu hoje de manhã deixei de comprar uma cómoda por dois-centímetros-dois. 2!

Friday, 7 October 2005

Se tu quiseres, eu quero


John Cusack, em Meia noite no jardim do bem e do mal

Lets look at the traila

No outro dia quando fui ver o Charlie e a Fábrica de Chocolate, dediquei especial atenção às trailas dos filmes que se seguiram por esta ordem:
-Alice
-Os irmãos Grimm
-O Castelo qq coisa, do myiazaki, aquele da Viagem de Chihiro
-O novo Harry Potter

Concluí que:
-O Alice até deve ser um belo filme, mas como a qualquer filme português falta-lhe uma boa promoção. O Nuno Lopes parece ffanstástco, e pelo que já li sobre o filme, deve valer a pena. A promo é toda feita com imagens dele, alucinado. Excertos de críticas no ecrã é que nos vão enquadrando na história. Sabemos que ele perdeu alguém. Eu acho que uma traila tem de ser sobretudo apelativa, e não obrigar-nos a ler muitas frases.

-Entram os irmãos Grimm, com o narrador interminável. Já repararam que é sempre o mesmo homem que narra as trailas dos filmes americanos? Como vai ser quando ele morrer? Aquilo tem acção, tem comédia, tem fantástico, tem a Monica Belucci...

-Passa para o japonês, giro.
-Depois o Harry Potter, entra o narrador.
Em qualquer dos três filmes a seguir ao Alice ficámos a saber a base da história, bastou aquilo estar bem montado.

-Depois há o caso em que as trailas são melhores do que o filme. Aconteceu-me isso com o «Confissões de Schmit», com o Jack Nicholson. Todas as piadas estão concentradas na traila, depois uma pessoa vai ver o filme e aquilo é um longo bocejo. Ainda por cima não podemos curtir as piadas, porque já as vimos antes.

A um amigo meu [ZM, tás aqui!] aconteceu isso com o filme de terror «The grudge»: «As cenas que metem medo vêm na traila e depois... é como um wonderbra com umas mamas velhas...»

Thursday, 6 October 2005

A explicação que faltava (ou não)

Nunca li, nem pretendo ler. Nunca ofereci, nem pretendo oferecer. Vou deixar de falar a quem mos tentar emprestar ou dar. Falo da Margarida Rebelo Pinto. Podem dizer-me «ah, e tal, só lês se quiseres, e porque é que as pessoas não podem ver o big show sic se quiserem, e não sei quê». Tudo muito bem, mas aqui está a explicação sobre o porquê de não ler aquilo. Nunca.

[visto e lido via The Estrogen Diaries. obrigada, meninas, uma vénia JPG]

Coisas inventadas sem razão aparente

De todas as coisas que são inventadas sem nenhuma razão aparente, falo-vos agora da gelatina de chocolate. Sim, gelatina. Houve iluminados que acharam que era giro ter mousse dura, ou gelatina escura, ou outra porcaria qualquer.

Decidi experimentar, sou extremamente sensível a publicidade. Mas olhem, deixem já que vos diga, que aquilo nem sequer solidifica bem e sabe ao que parece: a merda.

Wednesday, 5 October 2005

Tiro certeiro

[Na cozinha, televisão ligada, fala-se do processo sumaríssimo da Liga de clubes ao Petit]:

-Liga, liga, só falam de liga. Hoje em dia toda a gente usa collants, pá!

exclama a minha mãe, que dispensa futebol e só torce pela selecção de for com muito jeitinho...

Tuesday, 4 October 2005

Ícone

Fez agora, no dia 30, 50 anos que morreste. Tinhas 24 anos.
Parece que só acontecem coisas más em Setembro.
Eras bonito e não interessa se é só por isso que pessoas que nasceram muito depois de teres morrido gostam de ti.
Isto é hereditário. A minha mãe tem uma fotografia tua no interior do roupeiro há muito tempo. Sempre gostei.
Acho chato que não te tenhas importado de viver depressa: acontece que de certeza que não conseguiste deixar um corpo bonito, lá isso não.
Gosto dos filmes, mas também gosto das tuas animações, dos teus desenhos. Eras um artista.
Comprei um livro da taschen que explica fotos, muitas fotos, uma delas esta. Em como nesta reportagem para a Life te deixaste fotografar em Nova Iorque, bem perto do Actors Studio, e depois na tua terra natal, com porcos, cães e outros animais, onde nunca mais voltaste.
Tenho pena que não tenhas vivido mais, tenho saudades dos filmes que não fizeste. Gostava de saber se ao envelhecer ficarias como o personagem de O Gigante, que nem viste estrear.

(James Dean in Times Square, foto Dennis Stock)

Sunday, 2 October 2005

Modo-nonsense

No bar:

Eu: Queria uma sandes de queijo sem manteiga (sim, tenho que dizer assim porque devo ser uma das únicas pessoas que acha que manteiga e queijo são a mesma coisa mas em estados diferentes)

Menina do balcão: Em pão de forma ou papo-seco?

Eu: Pode ser pão de forma.

Menina: Ah, não temos...

[Isto já foi há muito tempo, mas aconteceu mesmo e hoje era o dia ideal para partilhar]

Hoje em modo-zombie...

só me apetecia estar quieta e ouvir van Morrison...

Saturday, 1 October 2005

Então diz que vai haver um eclipse...

na segunda-feira de manhã e eu vou olhar para cima, quero que se foda.
(Bom, já tenho os óculos que sairam na Visão...)

Bands Reunited

Estava aqui a navegar, parei aqui no Queridos anos 80, e até votei na sondagem do Tarzan Boy.
Está lá o Holly Johnson dos Frankie goes to Hollywood e lembrei-me de um programa fantástico que o VH1 tem, que se chama Bands Reunited.

Agora tem dado às 11 da manhã, não sei até quando. Nele eles tentam reunir os membros de bandas dos anos 80 para um único concerto. Normalmente dá certo, mesmo que a banda tenha acabado em zanga. É engraçado vê-los a abraçar-se 20 anos depois, parecendo que o ressentimento também ficou lá atrás. Aquilo até pode ser só para as câmaras, mas não dá para deixar de pensar o que teria acontecido se eles não se tivessem separado.

Nesta tentativa de reunir os Frankie, a coisa não foi fácil. Primeiro só os conseguiram juntar numa sala a conversar, mas para o concerto todos concordaram menos o Holly, que se armou em porco. Tive pena pelos outros, que acharam que aquilo os podia aproximar finalmente. Mas normalmente até corre bem, como os ABC e até as Vixen (!). Se bem me lembro, com os New Kids on the Block também não resultou... enfim.

Mais coisas que me tiram do sério

- Que o índice da Visão NUNCA, NUNCA, NUNCA esteja certo. Ontem ia toda contente ver uma página sobre «a febre dos DZRT», chego lá e era publicidade. Eu já devia ter aprendido, mas tentei mais uma vez. A vocês não?
- A nova campanha da TMN mais aquilo do Até Já. Até já o quê?
-Já agora, aquela mensagemzinha que aparece no telemóvel a dizer que o nãoseiquantos nos tentou ligar mesmo que tenhamos sido nós A DESLIGAR o telefone.
- Ter de estacionar cada vez mais longe do trabalho
- O Co Adriaanse
- Escrever na janela do blogger e depois ir tudo abaixo porque o site está em manutenção (como ontem)

Friday, 30 September 2005

Ai não? (II)

Resolvi resssuscitar um post antigo, porque me parece que vou ter de continuar a acrescentar bandas e músicos ao rol. No espírito das 567 sondagens que saem por dia, lanço a minha.
Portanto:
Assim de maneira geral, não gosto de Pink Floyd, nem de Rolling Stones, nem da Dulce Pontes nem da Mafalda Veiga. Será apenas um problema de má colocação geracional, sou dura de ouvido ou apenas má pessoa?

Por falar em nomes cool


Cá está, o nome cool por excelência: Tom Barman. Tom e depois Barman. Tom Barman. Lembro-me agora que estive com o CD dos dEUS na mão, que custa à volta de 15 euros e deixei-o lá ficar. Devia estar em transe ou no modo-estupidez...

(foto http://www.studencka.pl)

Thursday, 29 September 2005

Digo e repito

É muito simples: eu nunca conseguiria ser do Sporting, porque se fosse tinha logo que mudar de clube.
E agora para todos: chega a ser gritante esta mania que os clubes portugueses têm de promover clubes de lado nenhum: é os Artmedias, é os Halmstads, é os Casinos Salzburgs e os Grasshoppers. Irra!

The countdown begins


Quem é que acabou de comprar um bilhete para os Black Eyed Peas em Dezembro, quem foi?!

Sou uma vergonha

Estão a ver aquele novo passo que alguns de vocês agora incluiram nos vossos blogs que se chama word verification para combater o spam?

ACABEI DE CHUMBAR NUM!!

Sinto-me tão info-excluída...
Porra, também as letras eram tão retorcidinhas...

Será impressão minha?

Este rapaz (o vocalista dos The Killers, que apareceu aqui há umas semanas) não é muuuito interessante?
inda por cima tem um nome porreiro, Brandon Flowers (bela gabardina, hem meninas?)
é que até de fato-de-treino fica bem...
usa maquilhagem, veste-se bem, até dizem que é bi ou metrosexual...


pior é que com 24 aninhos já se foi casar, ó catano!! Mas porquê, man, porquê?

(fotos: Brandon-flowers.com)

Wednesday, 28 September 2005

Glamour

Lenço na cabeça
esfregona na mão pela casa fora
(lava tudo com cheiro a kiwi)
volume bem alto e...

Well somebody told me
You had a boyfriend
Who looked like a girlfriend
That I had in February of last year
It's not confidential
I've got potential

Sim, já cá cantam os The Killers!!

Por que homens e mulheres nunca se hão-de entender

- Rapariga, ainda gostava de saber para que precisas tu de tanta ferramenta!!

Exclama o meu pai depois de ver os meus ténis novos, amarelos/heaven, o segundo par que comprei esta semana.

- ...

Monday, 26 September 2005

Ir à terra (citando o senador)




Ora o senador foi à terra e eu fiquei cheia de inveja e de ainda mais recordações.

Gosto muito de ir à terra. Durante anos fui de comboio com o meu pai, naquelas viagens na linha da Beira Alta que dura uma manhã inteira. Daquelas em que a gente acordava às cinco da manhã, muito tempo depois olhava para o relógio pensando que era tardíssimo e afinal ainda era onze da manhã. Chegando a Nelas, tínhamos de apanhar o autocarro da CP para Viseu, mas pedir para parar perto de Santar, uma vez que não tinha paragem.

Quando se vai a caminho e quase a chegar, um grande palacete que fica ao cimo de uma rampa parece estar no meio da estrada, mas está só à beira de uma curva. A igreja de Santa Luzia marca a entrada da aldeia de Casal Sancho, onde morava a minha avó. Era uma casa de granito, no meio de uma rua cujas traseiras davam para o pelourinho. Ao lado ficava uma casa abandonada, a que chamávamos a casa do homem mau. Hoje, depois de ter sido vendida pelo meu pai, é uma vivenda de três andares, branca. Enfim, só eu sei o choque que me provocou.

O dia mais emocionante - além de um mês inteirinho no verão que metia banhos no Dão, claro - para se passar lá era o domingo de Páscoa. Todos se levantavam bem cedo, vestiam as melhores roupas e esperavam pela passagem do padre, casa a casa, com a imagem do menino Jesus para beijar. Nunca fui religiosa, mas este era um momento de grande frissom. Isso e ter a mesa posta com muita comida.

Só lá podia fazer tudo diferente de Lisboa: passar o dia na rua ou no jardim ou no Outeiro ou a apanhar milho ou figos ou amêndoas na fazenda da minha avó, ou a tomar banhos no tanque, sempre tentanto manter o poço bem longe. Só ia a casa da minha avó para comer, levando os meus primos, ou para ir à fonte encher os cântaros.

Outro grande momento de frissom era quando telefonava a minha mãe ou ou meu pai, no caso de estar lá sozinha. Pouca gente tinha telefone e a minha avó nunca teve. Por isso, a senhora da venda - que era bar e mercearia ao mesmo tempo - vinha a correr chamar a minha avó: «Olhe que o seu filho vai ligaaaaaar!». Íamos as duas a correr. Aquilo ouvia-se mal, mas era uma maravilha, na pequena cabine telefónica que eles tinham improvisado dentro da venda.

Voltava para Lisboa a falar alto, muito alto, fruto de grandes corridas no Outeiro a chamar a malta ou do rés do chão a avisar a minha avó que já tinha chegado. Desde que se levantava, ela passava o dia no andar de cima, quase sempre na cozinha. A chave estava na porta, do lado de fora, podia entrar quem quisesse.

Só saíamos de Casal Sancho para ir ao café, sobretudo ao domingo. Era já num café à beira da estrada, onde me entretia a ver os três dukes. E raro era o dia em que não me cruzava com alguém e me diziam: «Tás a ver aquele? também é teu primo!»

Deixei de lá ir regularmente há uns quinze anos. Um dia, a meio de Dezembro, os meus pais foram buscar-me à escola e a minha mãe disse-me que afinal já não íamos lá passar o Natal. «Percebeste?», disse-me muito séria. Percebi. A minha avó, que um dia me levou à feira de Carvalhal Redondo para me comprar uma pulseira de prata e quase me obrigou a escolher uma - vim depois a descobrir que a minha outra avó já me tinha comprado um fio - faria anos sexta-feira. Beijo, vó.
(Foto: Igreja de S. Luzia, tirada de santarenses.no.sapo.pt)

Saturday, 24 September 2005

E agora para algo completamente cretino

In a Past Life...

You Were: A Friendly Herbalist.
Where You Lived: Peru.
How You Died: Typhoid fever.

Friday, 23 September 2005

Onze dias



(Férias sem computadores obrigam a atrasos involuntários, mas cá vai agora)

O Tomás nasceu faz hoje onze dias. O Tomás nasceu no meu melhor dia de praia, como que assinalando-o.
O Tomás decidiu nascer umas horas antes de ir à consulta
em que lhe iam dizer que estava na hora de vir cá para fora.
Decidiu e veio, afinal até era semana de Liga dos Campeões. O Tomás é filho de um amigo meu.
Os meu amigos começaram há dois anos a rodear-me dos filhos deles. Primeiro o Daniel, depois a Luana, depois o Renato e a todos vejo 100 por cento menos do que devia e queria. Entretanto veio também o Jaime e daqui a pouco a Maria Rita (força nas aulas, Pim!). É bom, é muito bom.
Os filhos dos outros apetecem e dão-nos vontades até então estranhas.
(Lembras-te, Caipira?). Não tenho irmãos, mas já há por aí uns sobrinhos prometidos...
Eu por mim estou à espera de alguém que me queira (e que eu queira) tirar a Marta
da cabeça e fazê-la descer até ao útero e viver.

Thursday, 22 September 2005

Só porque se falou dele ao jantar...



... cá fica o Benicio com um amiguinho...
(espero que este agrade a todos)

Alternativa em Canal Caveira

Quando o trabalho que faço me leva até à exaustão e só apetece desistir, via-me até agora com três alternativas:

- uma loja de fotocópias. Juntinho a uma escola e com preços competitivos era dinheiro certo
- fazer rissóis. Sem stresses, uma rede na cabeça e bora lá usar as mãos.

(Numa jogada puramente visionária, até vendia os rissóis ao pessoal que estivesse à espera das fotocópias.)

- ser portageira. Levava o meu livrinho, um aquecedor para os pés, um crochet e boa viagem a quem passa.

Agora junto mais uma:

- fazer bifanas e sandes de queijo de serpa num café em Canal Caveira. A lindeza daquilo começa logo no nome e, felizmente, a terra não perdeu assim tanta clientela como isso com a auto-estrada para o Algarve. A malta faz o desvio que for preciso para ir aviar um cozido (não que eu recomende para quem vai de viagem).

Funeral cinco estrelas




Funeral, Arcade Fire

Cool


Já escrevi no Café Desconcerto sobre este senhor, mas tenho de voltar a insistir:
ele é o nome, os óculos, o tom de voz baixo, as sardas,
todo ele é estilo.
Eis David Caruso, malta.
Aquilo pode ser tudo perfeito de mais lá no CSI
e eles até descobrem tudo até à molécula,
mas a gente acredita mesmo que ele quer muito
apanhar o mau e só não lhe dá uma carga de pancada
porque não tá no guião.

bodyboardar

Na praia ouvem-se as conversas mais disparatadas, mas as das crianças são lindas, puras. Fica aqui um excerto, eles não teriam mais de dez anos:

-Olha, não há ondas, não vai dar para a gente surfar...
- Deixa, a gente também não vai surfar, vai bodyboardar! Não é preciso ondas muito grandes.
(...)
- Não viste aquela brasileira que foi competir grávida?
- Pois, o filho dela é capaz de nascer já com um galo. Mas ao menos já sai a saber bodyboardar...
(...)
- Se os das novelas viessem aqui para Altura filmar em vez de ir para o Alvor punham a terra toda conhecida para Portugal e arredores.
- Pois era. Lá fora há muita gente que quer ver os programas de cá. Eu, se fosse emigrante, comprava logo uma TV Cabo...

Se houvesse campeonato...

O meu desporto favorito é apanhar conquilha. Descobrir um viveiro – onde há caranguejos elas estão lá... – e deixá-las andar à medida que a maré sobe é um prazer do caraças. Fico sempre com os tornozelos num oito e ao entrar na segunda hora de apanha já estou a escavar com as mãos, mas estar depois à mesa com elas no prato é do melhor. Infelizmente este ano a coisa esteve fraca, mas não me impediu de estar num dos dias até às 7.30 da noite: naquele spot, era só deixar a maré correr e apanhar as que estavam a tentar enterrar-se. Tinham um tamanho razoável, mas muitas eram pequenas. Deixei-as viver e nujnca deu para encher uma garrafa de litro e meio. Adiante.

A oferta de doçaria nas praias está a aumentar. Além das bolas de berlim com creme e sem creme - que para mim são duas espécies – e dos pastéis de amêndoa, agora também se vende jesuítas. Tudo a um euro, que é para ninguém se zangar.

Wednesday, 21 September 2005

Welcome to the cruel world

Pronto, cá estamos. O primeiro dia custa sempre, mas é amenizado pelos cumprimentos dos colegas. O bronze parece que tá bom, é aproveitar antes que desbote.

Já volto.

Friday, 2 September 2005

Sem laço nem nada

E como primeira prenda de anos de mim para mim - pode ficar como aquela tal coisa excepcional e ainda me pagam -, vou de férias.

Sem computador, sem fios, sem futebol. Só praia e sol e protector solar.

Apetecia-me mudar o template, mas fica para depois.

Beijos e até dia 21, se não fôr antes.

Vêm lá os 27

E pronto, chegam hoje os 27.
Tal como ir ao cabeleireiro, não me emociona muito fazer anos. Só me lembro de ter ficado verdadeiramente foto-eléctrica (esta tem direito de autor, mas foi o que me chamaram ontem) quando fiz 10 anos, dez. Talvez pela vertigem de passar para o duplo dígito. Dava-me um ar mais adulto, sei lá. Além disso ia mudar de escola. Lembro-me de estar na cozinha da minha avó a dizer «quem é que faz anos segunda-feira, quem é?»

Há razões para não me emocionar muito, desde logo por fazer anos nas férias, mas já não ser verdadeiramente verão (prova disso é o facto de o jornal onde trabalho ter acabado com a página de verão no dia 31) e ainda não terem começado as aulas. O dia 2 já está próximo do começo das aulas, mas ainda falta qualquer coisa. Por isso, nunca tive festas de anos. Fazer anos para mim era como a passagem de ano, um momento de muita adrenalina durante 10 minutos que depois passa. Pelo menos chegava à escola já com a idade certa.

Aos 13 passei uma grande vergonha, quando os meus pais me levaram a uma discoteca com música brasileira ao vivo e ela foi lá dizer ao homem para me cantar os parabéns. O senhor chamou-me pelo nome e corei muito. O que vale é que aquilo era escuro.

Só fiz uma verdadeira festa para os 21 anos, de minha iniciativa, que valeu uma bebedeira colectiva num restaurante chinês com picante à mistura. Mais uma vez, achei que era uma idade adulta, sei lá. Pior do que tudo é que sempre achei que ter mais um ano ia significar uma mudança de personalidade. Por isso é que aos 12 achei que ia ser o máximo ter 15 ao ver as outras miúdas de 15; quando cheguei lá, não achei nada de especial. Pensei que seria aos 18, mas também não foi uma excitação tão grande como ia esperar. Experiências ao lado, talvez.

Agora percebo que já acabei a faculdade há cinco anos e que já há muito que não sou teenager, mas lembro-me bem do que tinha vestido e do que fiz no dia em que lá entrei. Da primeira vez que vi a Misunderstood; de chegar aos 25 e pensar «agora é sempre a descer, querida»; de comprar creme para o contorno dos olhos para pôr à noite; de pensar no dia em que reparei nas estrias e na celulite e ver fotos em que não tinha; de pela primeira vez ter feito anos no estrangeiro, como aconteceu o ano passado lá nos confins da Eslováquia; daqueles que me telefonaram para lá mesmo assim. Obrigado, beijos a todos, e isto nem sequer me deprime ainda, mas vêm lá os 27.

Wednesday, 31 August 2005

O Mundo numa cesta

«Antes de irmos de férias a avó vem cá almoçar a traz o almoço, queres vir?», disse-me a minha mãe.

Imaginei várias sandes, porque a minha avó é de trazer tipo umas sandes de ovo, ou carne assada. Aceitei porque o horário estava a favor e gosto sempre de ver a minha avó. Apesar de a conhecer, não estava preparada para o que veio a seguir.

Cheguei ao jardim de S. Pedro de Alcântara por volta do meio-dia, há lá umas mesas. Estavam os dois, avó e avô, frente a frente. Toalha posta. Beijinhos, como é que vais, e que tal a viagem, alguns telefonemas.

De repente a minha avó linda saca de uma cesta e começa a tirar tupperwares. Um com filetes, outro com tomate. «Levantei-me às cinco da manhã, já não conseguia dormir, e fui fritar os filetes», diz enquanto pôe a mesa. Saem pratos, talheres, guardanapos, pão, copos de plástico - a única coisa que esqueceu, mas que uma viagem ao café para comprar batatas fritas resolveu. Ataquei logo, não tinha tomado o pequeno-almoço.

Mas depois começam a sair tachos da cesta. Sim, no plural. Um com favas - «Já as fiz ontem à noite. Se quiseres tira mais, e um bocadinho de chouriço», outro com carne assada. Começo a ficar preocupada, a mesa já está cheia. Ainda há água e um garrafinha de vinho.

Chega a minha mãe já eu estou meio cheia. Ataco na carne, tirei favas só para ver como estavam boas, afinal até eram só para levar para casa.

Passam turistas cheios de água na boca ao verem este piquenique do céu.

Da cesta sai um bocado de queijo da Ilha. Depois sacos com pêssegos, uvas e pêras. «Come esta, que é grande e está pouco madura», diz ela.

Não aguento mais, mas da cesta ainda saem palitos «rainier», anuncia ela. «La reine», corrige a minha mãe. Não interessa.

Faltou a máquina de café naquela cesta, mas não lhe levo a mal. Fomos à Padaria de S. Roque, safou.

Amo a minha avó. De paixão.

Monday, 29 August 2005

Alguém me explica...


...porque é que os furacões têm sempre nome de gaja?




(Katrina em acção, foto AP)

Réptil aceite

Ora a Rosa e o seu sorriso lançaram um desafio daqueles que a malta gosta e dá bué comentários. Eu só tenho pena que só se possa escolher três...

«Digam três figuras públicas que vos convenceriam a ser gay, pelo menos por uma noite».

Ora eu vou dizer 4, porque a primeira é montanha de categoria especial, hors-competition... E já que isto é para sexo - pelo menos a referência a uma noite assim o sugere -, cá vai:

- Michelle Pfeiffer - Com qualquer penteado, em cima de um piano, de túnica medieval ou roupa de empregada de mesa. Mas sobretudo com um fato de catwoman...

- Beyonce - Porque apetece simplesmente comer. É gira, usa roupas ousadas sem se importar com a coxa roliça mas firme.

- Maria Sharapova - Game, set, match

- Scarlett Johansson - começa logo no nome. Depois, nos filmes, tem um ar tão normal que dá esperança a nós todas.

Havia muitas mais (não só para sexo), mas se só me deixam escolher três, perdão, 4, fica assim.

Sunday, 28 August 2005

Fascinada por estes olhos


A arte do coça para dentro

A SIC tem muita coisa boa, como as Donas de Casa Desesperadas, mas também tem muita coisa de má, como cortar o genérico dos filmes (e o horário das Donas, claro).
Depois, tem uma coisa verdadeiramente irritante: a autopromoção. Já se sabe que os intervalos são longuíssimos, mas sempre que aparece uma auto-promoção a gente acha que a parte seguinte do programa que estamos interessados em ver vem já a seguir. Puro engano, como no anúncio.

Mas pior, pior, é haver programas exclusivamente dedicados a estas coisas, como o Extase e o 5 estrelas. No Extase, ao sábado, um tipo com ar de mariconço entrevista um brasileiro qualquer, devidamente apenso a uma ou mais das 452 novelas que a SIC passa por dia (e gostam sempre muito de portugal e até têm antepassados cá, como o Lima Duarte que tinha um avô que era «lá de cima», de Vila Real de Santo António) ; há também umas miudas que vão a festas ou fazem trapalhadas em eventos (gosto taaanto desta palavra) e sobra sempre um espacinho para o tal do Ricardo Pereira, que faz aquele sotaque irritante, seja porque ele espirrou ou papou mais uma brasileira.

Pior, pior, pior é o de domingo, o 5 estrelas, que é programa sobre os programas, ou seja o expoente da redundância. Cá vai um exemplo:
- no extase o Daniel Nascimento fez uma entrevista profunda ao Kapinha à beira-mar, ou lá o que era, em que soubemos que lhe faltam umas cadeiras para acaba o curso e é o herdeiro da casa Sonotone;
- no 5 estrelas, a gira da Liliana - que aqui há uns anos era bibelot no programa do juiz - entrevistou o Daniel quando ele se preparava para entrevistar o Kapinha. Confusos? Claro que não, apenas enojados com este coça para dentro. Pelo menos eu. E diz ela: «Estás nervoso?» «Quer dizer, não me ficava bem dizer que não estou, mas eu conheço o Kapinha, que é uma jóia», responde o Daniel. Ou seja, temos amigos a entrevistar amigos que se preparavam para entrevistar amigos. Uma complicação. E apetece mesmo perguntar para que é que isto serve, se é mesmo só para mostrar os amigos ao mesmo tempo que nos embrutece os sentidos. Dizem eles que é porque as pessoas gostam muito de ver os bastidores dos programas, e não sei quê, uma óptima desculpa para promover quem apetece.
A RTP também já tem um programa destes - como o extase - , com o inenarrável Daniel Oliveira, que aproveita e vai também aos bastidores dos programas (da rtp, claro) e tem o seu próprio Ricardo Pereira no Jorge Gabriel.

E perguntam vocês: Ó IB, então mas se não gostas disso porque é que estavas a ver? Eu respondo: Não tenho culpa, estava só a programar o vídeo com uma cassete de quatro horas para apanhar o Donas de Casa Desesperadas que dá algures durante a tarde.

Saturday, 27 August 2005

Wild is the wind

(Favor imaginar Nina Simone e um piano)

Love me love me love me
Say you do
Let me fly away with you
For my love is like the wind
And wild is the wind

Give me more than one caress
Satisfy this hungriness
Let the wind blow through your heart
For wild is the wind

You... touch me...
I hear the sound of mandolins
You...kiss me...
With your kiss my life begins
You're spring to me
All things to me

Don't you know you're life itself
Like a leaf clings to a tree
Oh my darling, cling to me
For we're creatures of the wind
And wild is the wind
So wild is the wind
Wild is the wind
Wild is the wind

(1957, Dimitri Tiomkin, Ned Washington)

Friday, 26 August 2005

A minha Natasha

Nunca gostei de ir ao cabeleireiro. Não é por causa do cabelo que lá fica, eu sei que volta a crescer e farto-me de o dizer a quem sai de lá em lágrimas. Não gosto porque, durante muitos anos, nunca fui eu a escolher o tipo de corte e além disso aborrece-me ter de esperar, além dos nomes delas: a Tila, a Cila, a Pitucha, a Cidália. Foi por isso que escolhi uma Natasha. Mas já lá vamos.

Vendo as minhas fotos da escola, em sou sempre a que está de cócoras ou de joelhos, porque era sempre a mais alta e tinha de dar os lugares em pé aos mais pequenos - que raio de ideia, pôr-nos de joelhos! Pensam que não dói estar ali com os joelhos no alcatrão e ainda por cima a sorrir? Além disto, eu sou aquela que tem sempre o cabelo curto. «É mais fácil de lavar e pentear», dizia a minha mãe, aquela que decidia. Portanto: de joelhos, cabelo curto e camisa de flanela abotoada até acima, com calças de bombazine. Era um autêntico rapazinho, ainda por cima só furei as orelhas depois da quarta classe. Nesse ano lá consegui levar um vestido (que não se viu porque me calhou a posição do meio...), o que sempre é melhor do que não ter os dentes da frente.

Quando deixei de ir com a minha mãe – tudo acabou quando a «Tila» me fez um penteado «à rapazinho» e mo espetou em cima com gel -, passei a ir aqui abaixo de minha casa. Era barato e perto o suficiente para correr até à porta da rua, subir, lavar logo o cabelo e pentear à minha maneira. O corte era eu que escolhia, até ceder e no 12º ano cortar curto de novo. Erro crasso, cresceu o suficiente e já estava apresentável quando entrei na faculdade.

Depois apeteceu-me arriscar e há dois anos fiz um curto cool, uma espécie de curto-comprido. Fui a outro sítio e saiu-me a russa Natasha. Ela é fantástica. Mede o comprimento que vai cortar com o pente, corta quase cabelo por cabelo. Da primeira vez que lá fui nem lavei o cabelo quando cheguei a casa. Ainda não acertou no brushing, mas está quase perto. É por isso que não me importo de lá deixar 35 euros, como hoje (com gel e amaciador), ou mais quando me lanço à aventura com um levantamento de raízes. E lá vou preenchendo o meu cartão fidelidade. Esta é a minha Natasha e eu gosto dela.

Thursday, 25 August 2005

Na grafonola * toca...

* obrigada Radar, não sei o que faria sem vocês (mas sei o que vocês fariam sem os anúncios dos móveis de todo o mundo e do pagapouco)

ora, toca John Butler Trio, nomeada e particularmente «Zebra»
(ai quando eu me aventurar a espetar aqui com sons...)

31 songs

Era para ter feito isto antes de aparecer aquilo das idiosincrassias, mas pronto.
O Nick Hornby tem finalmente um livro novo – chama-se Um Grande Salto e só o descobri hoje -, mas queria mesmo era falar de outro, que se chama 31 Songs. É sabido o gosto dele por música – Alta Fidelidade estrutura-se, quem diria, num sistema de listas para quase tudo -, por isso fez esta compilação de 31 músicas que o marcaram ao longo da vida. Nem todos os comentários atribuídos a cada música são humorísticos, mas tem piada que até tenha incluído o Fly Like a Bird da Nelly Furtado.
Sendo assim, tentei fazer a minha própria lista de 31 canções - de sempre - e descobri que se 5 não é nada fácil, 31 muito menos. A ordem é aleatória.

Os amigos do Gaspar, Sérgio Godinho
Walk Away, Ben Harper
Whiter Shade of pale, Procul Harum
Bloodflow, Calexico
The End, The Doors
Sullen Girl, Fiona Apple
Grace, Jeff Buckley
Last Night, The Strokes
Fake Plastic Trees, Radiohead
Bodies, Smashing Pumpkins
Sinnerman, Nina Simone
Essa moça tá diferente, Chico Buarque
Clandestino, Manu Chao
Human Behaviour, Bjork
Serpentine, dEUS
Born to Run, Bruce Springsteen*
Of The Girl, Pearl Jam
Under the Bridge, Red Hot Chili Peppers
Águas de Março, Tom Jobim (c/ Elis)
Rebel Prince, Rufus Wainright
Lounge Act, Nirvana
Shiver, Coldplay
Summer Romance, Incubus
Anywhere on this road, Lhasa de Sela
Virgin Bride, Morphine
Redemption Song, Bob Marley
Red Right Hand, Nick Cave
Kiss of, Violent Femmes
Abas do Vento, Clã
Duia, Da Weasel
Kashmere, Led Zeppelin

Agora a ver se compro o Um Grande Salto.

*PS - Loser, Beck - o senhor Beck teve que ser preterido após uma iluminação no meio dos espirros e da tosse que me levou a trocar pelo boss. Como a música já se chama Loser, mesmo, não se deve importar...

Tuesday, 23 August 2005

Gosto mesmo é de voltar

Soube que estava sobrevoar Portugal quando vi as nuvens. Não é que reconheça nuvens, mas estas eram amarelas. E não eram nuvens, eram fumo. Eram fumo de incêndios. Apetece logo ir à casa de banho fazer um chichi para ajudar a apagar aquilo.

Gosto mesmo de aterrar em Lisboa, procurar as casas, os edifícios históricos, os estádios. Antes, uma hospedeira com voz de cama disse-nos como apertar os coletes e nunca consigo deixar de pensar que aquilo é tudo uma grande tanga. Como é que se tem tempo para apertar o colete e soprar e puxar daqui e dali? Poramordedeus.

Cheguei a Londres na sexta-feira, deixando um grande calor aqui para chegar lá com 20 graus e chuva. Tive que ir comprar um chapéu de chuva, mas o mal já estava feito: foi preciso secar as calças e os ténis com o secador. O estádio, Stamford Bridge, não é nada de especial, mas está numa zona porreira, perto do hotel. Pelo caminho, aprecio aquelas casas de primeiro andar e paredes de tijolo. No avião meti conversa com a Isabel, que me ofereceu boleia para o hotel ainda estavamos a sobrevoar o Golfo da Biscaia. Nas malas uma tipa tirou-me do sério quando o tapete deu três voltas e a dela não apareceu, tão igual que era a outras tantas.

Escrever, comer sandes, escrever, comer sandes. Fish and chips nem vê-los. Sábado mais uma volta em Portobello dá para comprar outra mala e uns imans de frigorifico - sou LOUCA por imans de frigorifico. Pastéis de nata e café oferecidos. A coisa excepcional que me tinha prometido à conta de fazer anos ficou para mais tarde. Ainda falta uma semana e meia. Mais um pastel de nata.

Domingo bora lá para o jogo. Acabo de almoçar e vou para o estádio, onde me oferecem... almoço. Porra! Os tipos todos engravatados, há café, água, sumos e até cervejas à disposição. Passo hora e meia com o sol na cara, nunca mais usei o chapéu. Escrever, escrever. Jantar no restaurante Estrela, um bife à casa.

Chuva outra vez, táxi - com vidro a dividir a gente, que lá é a sério - , três livros por 18 libras, esperar o gate. Um miudo chora porque vai viajar sozinho. O vôo dura duas horas, temos direito a uma sandes de queijo com gordura de presunto e um queque. Depois as nuvens, amarelas. Afinal era fumo.

Thursday, 18 August 2005

Pronto, lá vou eu...





London, Tube Map

O Frank Black está enorme

Acordei e fui ver o Globe Trekker, desta vez pela China. Gostava mesmo de visitar aquele exército de terracota que eles têm lá.
Almocei e dei banho à Joana. Ela esperneia, finge que não gosta, mas assim que a ponho de barriga para cima fica logo mais calma. (A Joana é uma tartatuga com quase um palmo).
Lavei a loiça e fui limpar a casa.
(antes fui à net)
Como a parte do pó é extremamente chata, liguei a TV na Sic Radical. Estava a dar um resumo de Paredes de Coura.
(xii o Bruno Nogueira é mesmo giro e tem jeito para isto. Fui à net).
Uns tipos sentados em puffs falavam sobre os concertos, sem que passassem quaisquer imagens. (ok, eu estava a aspirar, pode-me ter passado alguma coisa).
O vocalista dos Queens of the Stone Age estava lesionado, mas não demos por nada.
(que chato, já o rapaz dos Kaiser Chiefs também esteve a cantar a rebolar no chão).
Depois puseram também uma rapariga a dizer que foi um concerto bom, eficiente, ela até gostou, mas... Depois com o Pixies a mesma coisa. Apesar de eficiente, e eficaz
(eficiente e eficaz?? Mas é algum test-drive?)
não foi bom. O apresentador, um falhado daquele programa das cantorias da Sic, tinha na cabeça uns óculos esquisitos, qaue pareciam uma touca de enfermeira.
(O Bruno é que safa isto).
De repente imagens dos concertos – que gordo que está o Frank Black! Entretanto um zapping enquanto o chão da sala está a secar e apanho um teledisco do Seu Jorge (que charme, pá), em que aparece o Bill Murray a fazer de padre.
O Bruno Nogueira é repetidamente apalpado por uma miuda em directo e parece gostar. Tudo bem.
Cheira-me que este fim-de-semana me vou vingar, comprar algo excepcional e dizer que é uma prenda de anos para mim. Está na moda dizer isto para aliviar um bocadinho a consciência.
E assim se passa uma folga!

Podem também chamar-me de...

Your Japanese Name Is...




Hide Shimizu

Caramba, e não é que em estrangeiro também me calha um nome composto? Que coisa, pá!
(por acaso isto é tudo tanga, porque fiz mais que uma vez e dá sempre um nome diferente. Mas pronto, é Agosto e tá calor)
Este site, onde cheguei através dos esdruxulos, tem outros testes, mas acho que vou deixar o How weird are you? para amanhã. Tal como o nome havaiano... Caipira, filha, chega-te à frente que este segundo teste é para ti!

Aqui também somos pelo comércio justo


Como no Café é costume estar-se atento ao Mundo, hoje apareceram por lá brilhantes fotos. Para lá não se ficar sem lugares para mais alguém se sentar, ofereço aqui uma janelinha cor-de-rosa, porque quantos mais melhor.
E porque não me apetecia uma gaja (hoje já falei de mais nelas), escolhi o Damon Albarn. Mete tomates e os Gorillaz têm muita pinta. (por acaso ainda hesitei entre ele o Chris Martin... que se lixe)

Mais fotos em maketradefair

Wednesday, 17 August 2005

Prémio mas é que fica mesmo bem!

É impressão minha ou o Zezé Camarinha fica mesmo bem naqueles anúncios da Olá?
É claro que o homem é foleiro, tem todo aquele anti-glamour e é mesmo brega, mas não consigo deixar de me rir com o «it's beef of cake, baby», e o «thank you very nice» à beira da piscina.
E um gajo que aceita gozar consigo próprio tem uma restiazinha de mérito.

Tuesday, 16 August 2005

Tiro no pé

Não sei se foi boa ideia a da RTP em mandar um gajo chamado [Manuel] ALEGRE PORTUGAL fazer reportagem nos incêndios de Pampilhosa da Serra.

Monday, 15 August 2005

É isto...

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Cá está ela, a ensaimada. Nem doce nem amarga, apenas um estado de espírito bem enroladinho.

Som puro

Para terminar a orgia que foi a passagem pelos U2 em Portugal, procurei avidamente na TV as reportagens sobre o concerto, entre o curioso e o invejoso de quem foi. Arrasador, nada menos que isso. O «um, dois, três, catorze», foi falhado por uma das tvs, as outras apanharam o momento de arranque. Para não variar, a SIC pareceu-me a que teve melhor reportagem: bastante concerto, q.b. de depoimentos - afinal já nos tinham chagado a cabeça na SIC Notícias com as entrevistas ao povo (sim, Little, tou ctg). Mas por cima disto tudo, o que mais me impressionou nas migalhinhas de felicidade que pudémos ver, foi a qualidade do som. Há muita gente que diz «para quê ir ao concerto ver aquilo de longe e com mau som?» Acontece que aquilo ontem estava tão bem tocado, tão bem afinado que parecia tiradinho do disco, dava quase para fechar os olhos.
Eles dizem que a partir de ontem são portugueses. Porreiro, pá.

Sunday, 14 August 2005

Pódio da crueldade

1. Medalha de ouro: há muita gente cruel, mas ninguém como as crianças. E estas são cruéis porque dizem a verdade e nada mais do que isso, sem paninhos quentes. Não há a mentira bondosa, apenas as alcunhas feias, os degredados no recreio. Se não és giro não és fixe; se és gira entras no grupo, mesmo que comas os macacos que tiras do nariz;

2.Medalha de prata: depois temos os velhos, que acham que já podem dizer e fazer tudo porque já passaram por tudo na vida, incluindo passar à nossa frente na caixa do supermercado. (PS, alertado pela Little Arsonist: as velhas viram testemunhas de jeová)

3. Medalha de bronze: a seguir temos as gajas. Ah, que raça. Se gostamos somos amigas até à morte, contamos tudo umas às outras e quem se mete com a minha amiga ou pisa a mochila dela é como se pisasse a minha também. Mas se não gostamos somos as maiores cabras que for possível. Inclui um ódio inato à Catarina Furtado. (adenda: na maioria dos casos, ou pelo menos eu.)

Boa onda e a Liberdade no coração

Os U2 lá foram receber a Ordem da Liberdade e o Bono foi de camisa cor-de-rosa e chapéu, o Edge não tirou o gorro. Por mim maravilha. Tiveram que levar com o discurso do Sampaio, mas o Bono ele próprio também fez uma declaração comprida, bonita. Sampaio atribuiu-lhes depois a medalha, um por um.
Não pude deixar de sentir um arrepio - tal como todos os que estavam comigo na sala de olhos postos na TV, certamente - pela maneira verdadeira como pediu ajuda e falou para todos.
Fica-lhes bem, a medalha, ali ao lado do coração.
(foto Tiago Petinga/Lusa in publico.pt)

Saturday, 13 August 2005

Top cinco do momento

Fui esdruxulada.
Por isso calhou-me, com muito orgulho, aviar aqui uma lista. Estas coisas dos tops dependem muito da disposição e da memória. Por isso esta é que se consegue agora, em Agosto, mesmo assim depois de pensar uns minutos.

Idiossincrasias - as 5 menos:
Pessoas que dizem «É assim»;
Acordar cedo;
Que um locutor de rádio me trate por tu;
Condutores que usam os coletes reflectores nos bancos dos carros;
Camionistas (tenho de repetir esta, ok?); (ah, e mails de corrente....)

Idiossincrasias - as 5 mais:
As amigas que choram de tanto rir a recordar noites de copos na faculdade há muitos anos;
Comprar cds e livros e ficar sem espaço para os arrumar;
Elogios mesmo de pessoas que não conheço;
Que tudo se diga numa troca de olhares;
Jantar fora durante horas ;

5 albums:
Radiohead - Ok Computer (é o álbum da década, do século, sei lá)
Jeff Buckley - Grace
Pearl Jam - Ten
The Strokes - Is this it
Ornatos Violeta- Cão

5 canções:
Ben Harper - Opression
Jeff Buckley - you and I (ai que difícil escolher uma!)
Nick Cave - Red Right Hand
Interpol - C'Mere
Radiohead - Idiotheque

5 albums no IPOD ou outro (onde??!! vou também pelo carro):
Jeff Buckley - Grace
Interpol - Antics
Nirvana - Nevermind
Ben Harper - Diamonds on the inside
Smashing Pumpkins - Mellon Collie... (vol.2)

5MP3s na playlist (aqui no computador, tá?, uma selecção ainda muito parca, senão o dito não arranca):
Lambchop- I can't even spell my name
Jeff Buckley - Dream Brother
Interpol - Evil
Jeff Buckley- So real (pois, tem de repetir porque copiei o disco todo)
The Clash - Rock the Kasbah

Os 5 blogs para onde isto segue:
Ora então vai para as minhas lindas do Café Desconcerto (Misanderstood, Little Arsonist e La Torrrtura, já são três), mais o recém-chegado experimental , e o Marujo e sus muchachas.
Se quiserem, claro.

Thursday, 11 August 2005

Invenção vs distribuição

Cientistas completam mapa genético do arroz

«Um grupo de cientistas afirma ter completado pela primeira vez o mapa do código genético do arroz. Esta descoberta pode contribuir para tornar a produção do cereal mais barata e eficiente. (...) [O mapa] será usado para o melhoramento genético do cereal, tornando-o mais resistente e, consequentemente, aumentando sua produtividade. (...) “Este é um avanço de significado inestimável, não somente para ciência e para a agricultura mas também para todas as pessoas que dependem do arroz como sua dieta principal”, afirmou Joachim Messing, um dos cientistas envolvidos no projecto. Investigadores de dez países estiveram envolvidos na identificação dos 37.544 genes do arroz e no estabelecimento da posição de cada gene nos 12 cromossomas do cereal. De acordo com os cientistas, foram identificados alguns genes particularmente importantes que podem fazer aumentar a produção deste alimento, que segundo as Nações Unidas é responsável por 20 por cento da dieta alimentar a nível mundial.»
(in Publico.pt e estadao.com.br)

Tudo isto é muito bonito, não é?
Não me parece que falte arroz no mundo.
Ele existe, falta é que chegue onde é preciso.
Os cientistas, cheios de boa-vontade, dizem que isto vai ser porreiro para acabar com a fome no Mundo, mas eu desconfio um bocado.
Desconfio que o bonito arroz modificado, que deveria servir para ir para o Sudão e afins de modo a que as crianças deixassem de ter as barrigas inchadas, há-de aparecer nas prateleiras de produtos biológicos do Carrefour e do Continente. Ou nem isso.
A fome, essa, vai ficar onde está.

Choque de gerações

Ela, 25 anos fresquinhos:
-Olha, eu e o meu namorado estamos a comprar os DVDs do Serviço de Urgência, mas são tão caros!

Eu, bem-disposta:
-Pois, eu comprar séries acho um bocado desperdício, depois acabo por nunca ver. Se bem que gostava de ter aqueles do Verão Azul.

Ela, após uma pausa:
-Verão Azul, o que é isso?

-Hã?! Errrh...